segunda-feira, 27 de junho de 2011

But I hope that it gets better as be we go



Posso culpar a tpm por todas as coisas ruins que eu estou passando, e posso culpá-la por ter chorado ontem a noite e me entupir de chocolate. A metade da culpa, talvez seja dela. Ao menos a parte do choro descontrolado, da fome excessiva e da raiva extrema, mas quem eu estou querendo enganar se a culpa é toda minha? 
Minha vida estava boa, na verdade, acho que falaria que estava ótima. Tudo estava bem. Há quanto tempo eu não sentia essa paz em mim, essa vontade de viver todos os dias, seja na rotina ou fora dela. Apenas viver. 
Não foi fácil fazer ela ficar desse jeito, não mesmo. Depois de semanas de trabalho forçado para mantê-la equilibrada ela desmorona em sessenta segundos. É difícil recompor ela, pedaço por pedaço de novo e essa não é a primeira vez que estou reerguendo-a, e esta ficando cansativo. 
Fazia um mês pra mais desde a última vez que eu chorei e noite passada foi tão estranho. Sentir as lágrimas escorrerem no rosto e a dor não sair com elas. Não lembrava como era chorar e o aperto continuar no peito, é horrível. 
Estou começando a achar que eu tenho a habilidade de estragar tudo e de fazer as escolhas erradas. Não há outra explicação para tudo vir até mim tão rápido e com tanta intensidade. Quando um problema aparece, atrai tantos com ele. É só para piorar não é?


"A raiva estava sozinha e convidou o cansaço para se juntar a ela, que trouxe junto dele a impaciência. Acharam que estava faltando alguém então resolveram chamar a sensibilidade, mas ela não veio sozinha, fez questão de trazer a dor com ela." 


No momento acho que vou vomitar para ver se tudo isso sai de mim, ou talvez seja só meu coração apertando a dor mais do que pode. 
Todas as palavras erradas e pensamentos impróprios. Todos os sentimentos juntos e cansados de estarem sóbrios. E eu só querendo um ombro pra chorar sem ter que explicar nada, só alguém que me abrace sem eu pedir e diga que tudo vai melhorar. 
Aguentar tudo sozinha, quando tudo isso vem sem me avisar é foda e eu estou cansada de tomar conta de mim sem condições para isso. Tenho que parar de fingir tão bem não ter problemas, ou alguém tem que aprender ver em mim o que eu sei esconder. 


"Acabei descobrindo que só sei escrever se to dilacerada ao ponto de nem conseguir pensar direito, a Tati Bernardi concluiu isso também um pouco antes publicar um texto é um jeito educado de dizer: me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo no meu." - tired of all that drama. 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

In the darkness there's light.

(prefiro essa versão do que a original, desculpa)
"Take me away
a secret place,
a sweet scape,
a higher place." 

sábado, 23 de abril de 2011

I'm not a fuckin' cheater bitch.


Ela estava cansada. Cansada de só conseguir escrever sobre amor. Ela tentava escrever sobre outra coisa, mas não conseguia, sempre iria cair na monotomia de todos aqueles diálogos como de costume.
Ela estava determinada a escrever sobre outra coisa, qualquer coisa. Ela já havia conseguido fazer isso antes, com uns 5 textos ou mais, e porque agora ela tinha esse bloqueio? Nem ela mesmo sabia.
Tentava começar com algo simples, um diálogo, por exemplo. As palavras lhe fugiam junto com sua concentração e no fim ela nem se lembrava do começo. Isso estava acontecendo fazia um bom tempo, mas só percebera agora na mesmice que andava escrevendo. Começava a ficar irritada e desistia de escrever. O que deixou de fazer por durante um mês ou mais, mas isso não importava. Ela precisava tentar pensar em outra coisa leve e que poderia deixar sua mente fluir sem se preocupar muito. Argh, como era difícil. 

Mas ela se determinou. Não largaria aquele computador até escrever, não era de grande importância se ficaria uma madrugada inteira. 
Se ajeitou uma, duas, três vezes no sofá; carregando uma xícara de chá para poder acalmá-la e aquecê-la já que o dia estava perfeitamente nublado e com o vento gélido. Primeiro começou a ler textos, ver imagens, ouvir músicas, mas sua inspiração parecia fluir para longe dela. 
Levantou e foi olhar a rua, andou pela casa vazia e subiu. Já que não tinha jeito, ela se trocou e simplesmente saiu. Com o fone de ouvido ela foi andando pela cidade na esperança de que algo a animasse para escrever. Uma hora depois ela bufava no sofá, de novo. Já estava anoitecendo e nem uma palavra ela havia digitado, o que acontecia com ela? Nunca fora tão difícil escrever, sobre outra coisa.
Acordou desesperada, percebeu que tinha acabado tirado um cochilo no sofá. Esfregando a mão geladas nos olhos sem maquiagem alguma viu o relógio marcar 05:05. A menina quase se atirou no chão, estava prestes a desistir de escrever. Levantou do sofá e segurou o celular com força.
Sentou-se nele novamente e abriu o computador que estava jogado num canto. 



- Você precisa aprender que nada, nunca vai ser do jeito que você quer.
- Eu posso fazer serem.
- Então me prove.
- Eu estou provando.
- Não entendi.
Seus olhos rodaram num ar de deboche da "amiga" e uma risada irônica saiu de sua boca.
- Não vou nem tentar explicar.
- Não quero saber da sua ignorância, obrigada.

- Antes de falar desse jeito comigo, deveria olhar para você.

- Não que eu seja muito diferente do que você não é?
- Sorry, but im not a fuckin' cheater bitch (nunca iria ficar boa no português, desculpa). 

- Mas você chega perto.
- Nem aos seus pés, querida.

Two Thousand Posts.

e eu deixo a foto desse gato para vocês:

Movies make me feel so much better.

Por causa do texto "So, what's your favorite scary movie?" eu resolvi fazer uma crítica desse tipo com os filmes que eu assistir, não todos, mas principalmente com os de terror e outros a parte. Todos os textos ficaram nessa página.