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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Estouradores de bolhas de sabão.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Dia 03 - Uma imagem de você e seus amigos
Vocês me proporcionaram os seis melhores anos, talvez alguns de vocês nem saiba disso, mas é eu necessito de todos para viver; Já tem se tornado uma rotina, um vício, uma mania. E eu não quero perder meu vício, porque só eu sei o quanto vai me fazer falta. Eu amo vocês desde os 7 ♥
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sábado, 30 de outubro de 2010
Another town, same girl.
Eu era apenas uma criança inocente, que sequer sabia o nome da tal cidade. Eu só me lembro de estar sentada chorando na sala da diretora pedindo que eu não fosse embora, quem dera ela realiza-se tal desejo.
Eu implorei para que não fôssemos, eu chorei. Nada adiantou. Eu lembro da nossa última noite, eu era pequena e havia uma pizzaria do lado da minha casa, exatamente do lado -duas casas depois da minha- me sentei nos primeiros degrais da pequena escada estava um pouco frio, mas ja tinha me acostumado.
Eu pedia pela última vez rezando que ele cede-se; Ele apenas se lamentou comigo, e dizia que iríamos fazer sacrifícios por algo melhor. Não importava, eu queria ficar onde estava e não sair de lá.
Ele me abraçou e me deu um beijo na testa pedindo que entrasse porque estava esfriando. Eu era mais uma vez uma criança inocente de sete anos sentada dessa vez, nas escadas de uma pizzaria.
Eu fiquei anciosa para o tão esperado dia, não fora grande coisa. Alguns minutos de carro e eu estava lá, na até então, desconhecida cidade. Estava quente -muito quente- ou talvez eu é que estivesse acostumada com o frio. É, talvez fosse eu.
Eu tinha sonhos acomulados em cima de outros, que na minha cabeça nada iria me impedir de realizá-los, nem mesmo uma nova vida.
Descemos do carro para um restaurante. A única lembrança que guardo desse lugar, foi do arroz horrível que comi lá.
Vi pela primeira vez a casa que pensei que passaria um bom tempo. Era pequena por fora, mas por dentro era grande. Duas salas, a cozinha e um quarto grande no fundo. Minha cama e minhas coisas lá já passavam pela minha cabeça naquele enorme e branco quarto. Mas a minha fora substituida pela dele, já era de se esperar. No fundo da casa, um quintal enorme, com três partes. Bom, tinha que ser grande o suficiente para satisfazer a labradora.
Depois de passar por muitas escolas, finalmente acharam a minha. Azul, grande, e do lado da minha nova casa. Isso confortava meus pequenos sonhos de poder ir e voltar sozinha, como nos filmes sabe?
Me acomodei no quarto dividido com minha irmã, e lá passei um ano. Já tinha criado amigos incríveis na escola que me dera um frio na barriga assim que abri a porta do carro. E tinha uma vizinha, um ano mais velha, meio chata, mas era minha única companhia para depois da escola. Sem escolhas.
Eu levava minhas coisas numa mochila. Quando vi, já estava mudando, de novo. Não era para muito longe, era logo na rua debaixo da nossa. Essa era maior na frente, grande, alta e com janelas.
Duas salas, uma cozinha enorme e um quintal gigante com três partes maiores do que a outra, bom, tinha que ser bom o suficiente para três cachorras.
Naquela longa e larga rua eu chorei, eu ri, e fiz as mais belas amizades. Algumas não duraram até hoje, outras eu nem acredito que tenham durado tanto.
Era naquela casa - eu pensava - que passaria um bom tempo, e dessa vez eu estava certa. Uma quadra a menos do que a outra, minhas esperanças de poder viver um filme; Eu estava um ano mais velha, uma quadra a menos, porque não?
Demorou um certo tempo até ver que esse sonho parecia mais emocionante nas telas do cinema. Me acostumei com isso, e com o calor que fazia na pequena cidade.
A garotinha sentada na escada de uma pizzaria de esquina, agora é uma garota sentada na frente do computador escrevendo sobre seus sonhos.
A garotinha cresceu, e se acostumou com a nova vida. As vezes ela se enjooa e agora pede para voltar para a velha casa. Ela pensa um pouco mais e não consegue se ver longe da cidade que até sete anos atrás não conhecia.
Ela tem sonhos e mais sonhos, um em cima do outro esperando a sua vez. Nunca desistiu de nenhum. Até porque ela teve que esperar quase dois anos para andar menos de dez quadras. Valeu a pena esperar, e sem pressa. A menina que gostava do frio tem muito mais coisa para contar, muitos lugares para morar, e muitas escadarias de pizzarias para sentar.
Eu implorei para que não fôssemos, eu chorei. Nada adiantou. Eu lembro da nossa última noite, eu era pequena e havia uma pizzaria do lado da minha casa, exatamente do lado -duas casas depois da minha- me sentei nos primeiros degrais da pequena escada estava um pouco frio, mas ja tinha me acostumado.
Eu pedia pela última vez rezando que ele cede-se; Ele apenas se lamentou comigo, e dizia que iríamos fazer sacrifícios por algo melhor. Não importava, eu queria ficar onde estava e não sair de lá.
Ele me abraçou e me deu um beijo na testa pedindo que entrasse porque estava esfriando. Eu era mais uma vez uma criança inocente de sete anos sentada dessa vez, nas escadas de uma pizzaria.
Eu fiquei anciosa para o tão esperado dia, não fora grande coisa. Alguns minutos de carro e eu estava lá, na até então, desconhecida cidade. Estava quente -muito quente- ou talvez eu é que estivesse acostumada com o frio. É, talvez fosse eu.
Eu tinha sonhos acomulados em cima de outros, que na minha cabeça nada iria me impedir de realizá-los, nem mesmo uma nova vida.
Descemos do carro para um restaurante. A única lembrança que guardo desse lugar, foi do arroz horrível que comi lá.
Vi pela primeira vez a casa que pensei que passaria um bom tempo. Era pequena por fora, mas por dentro era grande. Duas salas, a cozinha e um quarto grande no fundo. Minha cama e minhas coisas lá já passavam pela minha cabeça naquele enorme e branco quarto. Mas a minha fora substituida pela dele, já era de se esperar. No fundo da casa, um quintal enorme, com três partes. Bom, tinha que ser grande o suficiente para satisfazer a labradora.
Depois de passar por muitas escolas, finalmente acharam a minha. Azul, grande, e do lado da minha nova casa. Isso confortava meus pequenos sonhos de poder ir e voltar sozinha, como nos filmes sabe?
Me acomodei no quarto dividido com minha irmã, e lá passei um ano. Já tinha criado amigos incríveis na escola que me dera um frio na barriga assim que abri a porta do carro. E tinha uma vizinha, um ano mais velha, meio chata, mas era minha única companhia para depois da escola. Sem escolhas.
Eu levava minhas coisas numa mochila. Quando vi, já estava mudando, de novo. Não era para muito longe, era logo na rua debaixo da nossa. Essa era maior na frente, grande, alta e com janelas.
Duas salas, uma cozinha enorme e um quintal gigante com três partes maiores do que a outra, bom, tinha que ser bom o suficiente para três cachorras.
Naquela longa e larga rua eu chorei, eu ri, e fiz as mais belas amizades. Algumas não duraram até hoje, outras eu nem acredito que tenham durado tanto.
Era naquela casa - eu pensava - que passaria um bom tempo, e dessa vez eu estava certa. Uma quadra a menos do que a outra, minhas esperanças de poder viver um filme; Eu estava um ano mais velha, uma quadra a menos, porque não?
Demorou um certo tempo até ver que esse sonho parecia mais emocionante nas telas do cinema. Me acostumei com isso, e com o calor que fazia na pequena cidade.
A garotinha sentada na escada de uma pizzaria de esquina, agora é uma garota sentada na frente do computador escrevendo sobre seus sonhos.
A garotinha cresceu, e se acostumou com a nova vida. As vezes ela se enjooa e agora pede para voltar para a velha casa. Ela pensa um pouco mais e não consegue se ver longe da cidade que até sete anos atrás não conhecia.
Ela tem sonhos e mais sonhos, um em cima do outro esperando a sua vez. Nunca desistiu de nenhum. Até porque ela teve que esperar quase dois anos para andar menos de dez quadras. Valeu a pena esperar, e sem pressa. A menina que gostava do frio tem muito mais coisa para contar, muitos lugares para morar, e muitas escadarias de pizzarias para sentar.
I don't wanna grow up
Eu estava ali sentada tomando meu sorvete, quieta, apenas observando todos ao meu redor e tentando descobrir como eram apenas pelo seu olhar. Era uma mania esquisita que eu tinha adquirido há algum tempo atrás. Tinham muitos casais lá, famílias e algumas crianças. Alguns estavam lá desde quando tinha chego e outros acabaram de entrar pela porta. Um casal estranho passava por ela, eu cheguei a rir um pouco, era realmente muito estranho. E havia outro que tinha acabado de se sentar na minha frente. Eles colocaram suas bandejas na mesas, desembrulharam o lanche e começaram a comer, sem falar nada. Quando um falava o outro tampouco prestava atenção, eles formavam um casal bonito, mas eram realmente muito monótonos.
Eles me deixaram entediada então voltei a olhar o estranho casal. Eles estavam do lado de fora, rindo, conversando e sorrindo, esse eu deduzi que não estavam juntos a muito tempo -pelo menos era o que parecia-. Revirei os olhos, um casal tão bonito mas ao mesmo tempo tão chato, e outro tão estranho e extremamente feliz.
Continuei a olhar. Uma mãe e duas crianças, uma delas contava uma história. "Mãe, sabe que eu sou ecológica e ajudo o mundo?" "Ah é? E como você faz isso?" - a mãe se entretia. "Bom, eu não leio, assim eu economizo árvores." Eu comecei a rir junto com a mãe e a outra menina. A que contava a história talvez tivesse percebido que eu prestei atenção e ficou sem graça, foi fofo. Ela sorria e contava para a mãe sobre o que tinha aprendido na escola. Do meu lado, chegaram três crianças bem novas, elas sentaram-se nas mesas e começaram a desenhar, as mesmas sorriam e riam com tanta sinceridade. Eu fiquei vidrada nelas enquanto colocavam os rostos nas molduras dos animais para tirarem fotos, e me lembrei de quando fazia isso, era bom.
Eu olhei nos olhos de todas as crianças ao meu redor, e eu vi a sinceridade no brilho deles, vi a inocência nos seus sorrisos. Aquela que eu tinha perdido. O brilho nos meus olhos não era mais o mesmo e o meu sorriso vinha seguido de lágrimas. Não que eu seja velha demais para dizer que me lembrava quando era pequena, mas eu realmente tinha perdido a maior parte da minha inocência. Eu fiquei feliz por ver que elas ainda tinham aquilo, e com uma enorme vontade de dizer "Nunca queira crescer antes da hora porque quando isso acontecer vai se arrepender. Nunca perca essa inocência e nem a sinceridade, um dia você vai precisar dela."
Olhei mais um pouco, na minha direção mais à frente tinham duas garotas, da minha idade - eu acho -. Elas olharam para mim e conversaram algo, eu revirei os olhos, elas riam, mas o sorriso delas não era nada comparado aos outros. Nada. Sorri e não prestei muita atenção nelas. Me senti tão boba, eu era assim. Eu tinha toda aquela inocência, eu acreditava fielmente em contos-de-fada, e o brilho nos meus olhos nunca fora tão bonito; eu contava os dias para o meu aniversário e queria ficar cada vez mais velha. Eu só não sabia que depois disso eu iria me arrepender tanto de querer ter crescido.
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Imagine.
"Outra garota, a mesma cidade." Era o que Henny dizia aos seus pais quando eles perguntavam porque a menininha -inocente- deles havia mudado tanto. Não que ela tivesse de fato mudado, apenas se cansado da vida monótona que levava em Londres. Talvez para eles não fizesse sentido o que a filha respondia, mas para ela sim, e isso bastava.
Para sair da rotina, as vezes deixava de fumar, durante uns dois dias no máximo. Era seu máximo. Há um ano, o cigarro havia se tornado seu maior vício -depois dos Beatles-. Ela não precisava esconder isso dos pais, há alguns meses atrás, eles tinham descoberto. Como? Henny se faz a mesma pergunta quando eles começam a reclamar do vício incontrolável da garota. Ela os escondiam tão bem. Ela bebia sempre que saía com os amigos, mas isso era uma coisa que conseguia controlar. Mas Hye -como seu melhor amigo a chamava- se diferenciava das outras garotas. Ela tinha consciência do que fazia, não ficava bêbada toda noite, apenas bebia o suficiente para satisfazer sua vontade -que as vezes era grande demais-.
Seus pais perderam total controle sobre a garota. Tentaram de tudo; nada foi o suficiente, nunca era. A menina de dezesseis anos era linda, auto-confiante, e forte o bastante para ajudar a si própria e aos outros. Era invejada por todas.
Todos os meninos a queriam, mas ela dificilmente queria algum. Tinha bem fixo em sua cabeça de que não precisava de ninguém a enchendo de mimos e carinhos para ser feliz. Ela ao contrário dos outros não bebia nem fumava por ser infeliz ou sofrer de depressão. Apenas por prazer.
Mas Henny como todos, tinha recaídas. Ela não chorava, era forte demais para isso. Ela tinha um diário, um que mantinha desde os seis. Lá dentro ela escondia seus desejos e segredos mais profundos e as esperanças que um dia existiram nela.
Uma certa noite, a garota não tão inocente decidiu olhar alguns pensamentos antigos que guardava em seu diário, ouvindo "Imagine" uma das músicas da sua maior inspiração, John Lennon -uma das poucas sobre a qual derramou lágrimas-.
Henny ria ao percorrer os olhos àquelas pequenas letras. Ela ria por perceber o quanto sua vida era mais fácil naquela época. Ela ria por ver o quanto o seu modo de escrever havia mudado.
Mas o que mais a fazia rir, era da pequena parte do seu texto que escreveu aos dez anos. "Agora tudo faz sentido, agora que eu finalmente entendo a vida tudo é mais fácil."
Ela as vezes se questionava sobre si própria. Pensava que talvez fosse só mais uma garota qualquer naquele monte de coisas que chamamos de vida; Talvez fosse, talvez não.
O por que de Henny rir ao ler aquilo? Porque ela percebeu o quão inocente era, e o quão magnífica era toda aquela esperança de finalmente alguma coisa fazer sentido, que aos dez anos, fora sua maior descoberta.
Mas passaram-se apenas alguns anos e a única certeza que a menina inglesa tinha, era de que algum dia todas as incertezas terminariam. Mas enquanto esse dia não chega, Henny espera viva do mesmo jeito que deseja partir; com um copo de vodka e o cigarro nas mãos ouvindo os que honram a escrita de sua camiseta favorita.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pirulitos se tornam cigarros,
Inocentes viram vadias. Dever de casa vai pro lixo. Celulares conectados no twitter durante a aula. Detenção se transforma em suspensão. Refrigerante se torna vodka. Bicicletas viram carros. Beijos viram sexo. Vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? De quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? De quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? Aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? De quando seu pior inimigo era seu irmão? De quando war era só um jogo de cartas? De quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? De quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? De quando usar uma saia não te transformava numa vadia? A maior dor que você sentia era quando ralava os joelhos e os “adeus” duravam até só o amanhecer de outro dia. E nós não podiamos esperar por crescer?
autor desconhecido
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