Sua estação favorita estava perto e isso a animava cada minuto mais. Ela já começara a arrumar o guarda-roupa como sempre fazia todo ano, ia criando combinações dentro de sua cabeça e mal conseguia esperar pela próxima coleção.
O resto das pessoas também gostavam dessa estação, do clima que ela trazia, mas ela tinha certeza que ninguém tinha mais admiração do que ela. Que ninguém -pelo menos naquela cidade- aproveitava-a como ela, ninguém. Alguns -lê-se quase todo mundo- não acreditavam o quanto a garota era apaixonada por uma estação. Estranho de se ouvir isso, não? Mas era verdade.
Talvez fosse pelo fato dela ter nascido nessa época, ou apenas os filmes tivessem encantado-a, mas no fundo ela via aquela época mostrando a ela como era por dentro durante dias e noites e por alguma razão ela adorava. Transformava um dia qualquer num conto, ou fitava os detalhes de um dia monótono e tirava deles algum proveito futuramente bom. Se achava única por fazer isso, por ver as coisas por um ângulo que ninguém jamais tentara. "Estúpidos" era o que ela sempre dizia por perceber que, do jeito que ela via as coisas era fascinante.
Lá estava ela sentada num banco de uma praça admirando seus sentimentos sendo expostos implicitamente para o resto do mundo. Por ela, ficaria horas naquele banco, apenas olhando.
Seu coração era frio igual aquela estação e fazia mais de um ano desde que a última vez que garota chorou. Prometeu a si mesma que nunca mais o faria, principalmente por homem, a partir do dia em que seu pai a abandonou por uma vadia qualquer. Se seu próprio pai não merecia seu sofrimento, porque qualquer outro iria merecer?
Vendo as árvores sendo escondidas por entre a neve lembrava que ainda tinha um coração batendo dentro de si escondendo toda aquela insegurança de uma menininha por trás do muro de amor próprio. O vento soprava forte desarrumando seu cabelo e ela não mexia sequer um músculo para impedi-lo. Aquela época era a melhor de todas, porque por mais fria que fosse, era só nela que lembrava que escondia algum sentimento bom dentro dela.
Depois que o vento parou de soprar e ela pode arrumar os fios de cabelos, ela sussurrava para si mesma: "Finalmente, inverno."
Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conto. Mostrar todas as postagens
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Stars look like they'r not shinning.
O céu estava claro, sem nuvens e uma grande e redonda lua brilhava sob ele acompanhada das estrelas que o enfeitavam. Uma leve e gelada brisa percorria por ali aquela noite, fazendo seus compridos fios se desarumarem toda vez que o vento soprava. Normalmente ela estaria irritada por seu cabelo sempre voar e cobrir seu rosto, mas naquela noite não. Ao contrário de todas as outras ela gostava de sentir aquele arrepio cada vez que o vento a alcançava. Porque toda vez que isso acontecia, ele a cobria com seus braços e a puxava para perto dele fazendo ambos sentirem suas respirações ofegantes, porém calmas.
Seu cabelo mais uma vez estava em seu rosto, mas antes que ela pudesse reclamar, ele delicamente o tirou segurando-o com sua mão, que agora estava por trás de sua orelha. Ele a puxou, perto o bastante para seus lábios se tocarem, mas ele apenas ergueu sua cabeça e lhe deu um beijo na testa. Ela sorriu, e obviamente ele também.
Ele levantou e estendeu sua mão, e ela sem entender aceitou. Ele a levantou, e mais uma vez seus corpos estavam juntos. Sua mão envolvia a cintura dela, e seus braços estavam por trás de seu pecoço. Ela olhava para ele e franzia um pouco sua testa, sorria e as vezes soltava alguma risada quando ele a imitava, mas não diziam uma palavra sequer.
Eles começaram a dançar. Na verdade, ele começou e ela apenas o acompanhou por adorar dançar, e pensar como gostava daquelas cenas de filme. E realmente foi. Eles dançaram calmamente e depois ele a girou, eles riram e voltaram a posição inicial. Dessa vez, ela encostou sua cabeça em seu peito e respirava em sua nuca.
Ela o olhou, e logo eles se beijaram. Foi lento, demorado e com uma intensidade que até as pessoas que estivessem perto poderiam sentir. Suas mãos agora seguravam seu rosto perto do dela. Eles sorriram um para o outro, e as únicas três e necessárias palavras sairam de suas bocas, e logo sua cabeça estava novamente em seu peito. Seus corações batiam rápido e o vento começarava a ficar forte, mas isso não era problema. Eles estavam juntos ali, e isso era o que realmente importava.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Feelings with Feelings.
A verdade é que eu estou orgulhosa de mim. Eu estou conseguindo passar por tudo, com calma. Ou pelo menos aparentando tê-la. Esta tudo confuso, misturado, e sem fazer sentido algum. Não sei se isso esta certo ou errado, só sei que esta forte. E esta ficando cada dia mais. E isso me traz medo e inseguranças. Não sei como lidar, estou perdida num monte de incertezas, e estou procurando no meio de respostas. Não sei como me achar, mas me parece que não vou descobrir muito cedo.
Marcadores:
amor,
conto,
esperanças,
sentimentos,
sonho
sábado, 23 de outubro de 2010
Isso basta.
- O que você faz aqui? - eu perguntava espantada ao vê-lo se aproximando
- O mesmo que você.
- Tentando te esquecer? - eu ironizava para aliviar o medo que percorria pelo meu corpo
- Não, ao contrário.
- Tentando me esquecer?
- Não. Por que eu faria isso?
- Talvez pelo fato de termos terminado há quase uma semana?
- Quatro dias na verdade. - ele concluiu - Mas, não. Eu estou aqui para lembrar de você. - ele enfatizava a palavra 'lembrar' ficando a apenas dois passos de mim
- Lembrar? Por que quer se lembrar de uma coisa que te deixa mal?
- E você, por que quer esquecer de uma coisa que te fez tão bem?
(Silêncio)
- Você realmente consegue me deixar sem resposta não é?
- É você que pergunta demais.
- Engraçado. - eu fingia um riso revirando os olhos - Me diga, por que realmente você esta aqui?
- Eu já disse, para lembrar.
- Do que?
- Do seu sorriso, do seu abraço, do seu olhar, da sua risada, das suas perguntas, de nós dois.
- Não existe mais o termo nós dois.
- Não se você não quiser - ele retrucava em doces palavras ficando a alguns centímetros do meu rosto
- Por que iria querer se lembrar de tudo isso? Afinal não foi você que disse que nós dois éramos como um livro?
- Nós somos - ele afirmava
- Com um começo confuso, um meio maravilho e um final doloroso? É, então nós somos.
- Não, nós somos como um conto de fadas. Começamos com 'Era uma vez' e terminamos com 'felizes para sempre'.
- E o final terminou feliz?
- Quem disse que terminou?
Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, seus lábios se mexeram e encontraram os meus.
- O que foi isso? - eu recuava
- A continuação de um capítulo.
Fiz uma expressão confusa.
- Eu disse que nós somos um conto de fadas não disse? Neles sempre tem a bruxa que separa o príncipe e a princesa, e você pensa que a história vai acabar. Mas quando você vira a página, você vê o príncipe indo atrás da princesa para salvá-la, e ele continua a história com um beijo. Pois é, aqui estou eu, salvando a minha princesa e continuando a nossa história com um beijo.
Não conseguia dizer nada. Fiquei calada por um momento analisando cada palavra que saia de sua boca.
- Nós não tivemos nosso fim, apenas esquecemos de virar a página - ele finalizava.
- Portanto, príncipe, vamos virar a página desse livro e termos um final feliz para sempre.
- Eu não quero um final. Apenas felizes para sempre.
Meus olhos brilhavam a cada movimento que sua boca fazia. Meus olhos se fixaram nos dele.
- Eu não quero o para sempre...
- Apenas o felizes....
- E isso basta.
- O mesmo que você.
- Tentando te esquecer? - eu ironizava para aliviar o medo que percorria pelo meu corpo
- Não, ao contrário.
- Tentando me esquecer?
- Não. Por que eu faria isso?
- Talvez pelo fato de termos terminado há quase uma semana?
- Quatro dias na verdade. - ele concluiu - Mas, não. Eu estou aqui para lembrar de você. - ele enfatizava a palavra 'lembrar' ficando a apenas dois passos de mim
- Lembrar? Por que quer se lembrar de uma coisa que te deixa mal?
- E você, por que quer esquecer de uma coisa que te fez tão bem?
(Silêncio)
- Você realmente consegue me deixar sem resposta não é?
- É você que pergunta demais.
- Engraçado. - eu fingia um riso revirando os olhos - Me diga, por que realmente você esta aqui?
- Eu já disse, para lembrar.
- Do que?
- Do seu sorriso, do seu abraço, do seu olhar, da sua risada, das suas perguntas, de nós dois.
- Não existe mais o termo nós dois.
- Não se você não quiser - ele retrucava em doces palavras ficando a alguns centímetros do meu rosto
- Por que iria querer se lembrar de tudo isso? Afinal não foi você que disse que nós dois éramos como um livro?
- Nós somos - ele afirmava
- Com um começo confuso, um meio maravilho e um final doloroso? É, então nós somos.
- Não, nós somos como um conto de fadas. Começamos com 'Era uma vez' e terminamos com 'felizes para sempre'.
- E o final terminou feliz?
- Quem disse que terminou?
Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, seus lábios se mexeram e encontraram os meus.
- O que foi isso? - eu recuava
- A continuação de um capítulo.
Fiz uma expressão confusa.
- Eu disse que nós somos um conto de fadas não disse? Neles sempre tem a bruxa que separa o príncipe e a princesa, e você pensa que a história vai acabar. Mas quando você vira a página, você vê o príncipe indo atrás da princesa para salvá-la, e ele continua a história com um beijo. Pois é, aqui estou eu, salvando a minha princesa e continuando a nossa história com um beijo.
Não conseguia dizer nada. Fiquei calada por um momento analisando cada palavra que saia de sua boca.
- Nós não tivemos nosso fim, apenas esquecemos de virar a página - ele finalizava.
- Portanto, príncipe, vamos virar a página desse livro e termos um final feliz para sempre.
- Eu não quero um final. Apenas felizes para sempre.
Meus olhos brilhavam a cada movimento que sua boca fazia. Meus olhos se fixaram nos dele.
- Eu não quero o para sempre...
- Apenas o felizes....
- E isso basta.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Para sempre.
- Eu sei o que eu disse.
- E eu sei o que eu ouvi.
- Então por quê esta brigando comigo?
- Porque você disse que seria para sempre.
- É eu sei, tem algo de errado? Algum problema?
- Sim, você usou o para sempre.
- Não concorda?
- Não!
- Por que?
- Porque isso não existe! Sempre acaba.
- Então você quer que eu diga o que? Que isso também vai acabar?
- Não, claro que não!
- Então o que?
- Só diga que estara comigo quando eu precisar, diga que estará comigo em cada momento da minha vida...
- Bom, eu sei, sempre estive... Mas, ainda não entendi, o que há de errado com Sempre?
- Já me disseram isso antes.
- E o que aconteceu?
- Eu estou aqui.
- Bom, mas, é diferente.
- Em que?
- Eu te amo, e sempre amarei.
- Ela também dizia isso.
- Mas eu não sou ela! EU sou diferente.
- Como posso ter certeza que será para sempre?
- Porque EU estou aqui, eu estou te dizendo isso sem nenhuma certeza do que estou falando...
- Como-Como você pôde dizer isso aqui na minha frente?
- Eu falo sem nenhuma certeza, mas sinto com muitas razões.
- Como, como assim?
- Tenho razões para sentir isso.
- Quais razões?
- Toda vez que eu te vejo meu coração dispara para fora de mim, basta apenas um sorriso seu para me fazer sorrir. Quando te vejo chorar meu coração dói e sinto suas lágrimas escorrerem pelo meu rosto e por me perder toda vez que olho em seus olhos. É por isso que eu sinto que será para sempre.
- E como você sabe que isso não vai acabar um dia?
- Porque tem sido assim fazem 15 anos não é?
- Mas e se você encontrar outro alguém?
- Você não ouve o que diz?
- Eu sei o que digo
- E eu o que ouço. Não pense no amanhã, apenas agora nesse momento. Agora pense nesses momentos todos os dias. Esse é meu ideal de sempre
- Não use essa palavra de novo
- Por que não?
- Por que já a usou demais.
- E o que importa?
- Vai perder a graça quando eu disser.
- E eu sei o que eu ouvi.
- Então por quê esta brigando comigo?
- Porque você disse que seria para sempre.
- É eu sei, tem algo de errado? Algum problema?
- Sim, você usou o para sempre.
- Não concorda?
- Não!
- Por que?
- Porque isso não existe! Sempre acaba.
- Então você quer que eu diga o que? Que isso também vai acabar?
- Não, claro que não!
- Então o que?
- Só diga que estara comigo quando eu precisar, diga que estará comigo em cada momento da minha vida...
- Bom, eu sei, sempre estive... Mas, ainda não entendi, o que há de errado com Sempre?
- Já me disseram isso antes.
- E o que aconteceu?
- Eu estou aqui.
- Bom, mas, é diferente.
- Em que?
- Eu te amo, e sempre amarei.
- Ela também dizia isso.
- Mas eu não sou ela! EU sou diferente.
- Como posso ter certeza que será para sempre?
- Porque EU estou aqui, eu estou te dizendo isso sem nenhuma certeza do que estou falando...
- Como-Como você pôde dizer isso aqui na minha frente?
- Eu falo sem nenhuma certeza, mas sinto com muitas razões.
- Como, como assim?
- Tenho razões para sentir isso.
- Quais razões?
- Toda vez que eu te vejo meu coração dispara para fora de mim, basta apenas um sorriso seu para me fazer sorrir. Quando te vejo chorar meu coração dói e sinto suas lágrimas escorrerem pelo meu rosto e por me perder toda vez que olho em seus olhos. É por isso que eu sinto que será para sempre.
- E como você sabe que isso não vai acabar um dia?
- Porque tem sido assim fazem 15 anos não é?
- Mas e se você encontrar outro alguém?
- Você não ouve o que diz?
- Eu sei o que digo
- E eu o que ouço. Não pense no amanhã, apenas agora nesse momento. Agora pense nesses momentos todos os dias. Esse é meu ideal de sempre
- Não use essa palavra de novo
- Por que não?
- Por que já a usou demais.
- E o que importa?
- Vai perder a graça quando eu disser.
Assinar:
Postagens (Atom)


