Ei você, não chora ta?
Eu sei que você está passando pela pior fase da sua vida. Eu nunca te vi assim e Deus como isso me preocupa. Estou cansada de te ligar pra saber como está indo sobreviver a tudo isso e só ouvir coisa ruim. To com saudades da sua risada, mas aquela sincera, não aquela forçada.
Seu peito aperta o tempo todo, parece que seu corpo não é suficiente para aguentar tudo aquilo que tem dentro de ti e parece que a qualquer momento você vai explodir, mas no final, tudo o que você faz é chorar.
Acredite, se eu pudesse tirar toda essa dor de dentro de você, eu tirava porque eu sei como isso dói, como isso parece que nunca vai passar e que você vai ter uma bomba relógio dentro de você para sempre esperando impacientemente o momento da explosão.
Ei, você, lembra de mim ta?
Não que seja uma coisa legal eu ir até a sua casa te forçar a fazer coisas que você não quer, mas não duvide que eu junte um exército para fazer isso. Eu não me importo de te ligar 24/7, eu só quero ter certeza de que tudo isso vai passar e que você vai ficar bem de novo.
Eu to aqui para tudo. Eu te amo.
E eu te suplico que fique bem, e peço por favor que não tente isso sozinha.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
I wish i could go back and be your friend.
Além das lembranças alheias que me surgiram, as fotos também vieram. As saudades daqueles tempos com você foram tantas, que revirei a minha antiga caixa de lembranças e coloquei o colar que você me deu. Assim, eu posso lembrar das tardes em que ainda nos falávamos.
Eu te amo e estou com saudades, você ainda faz falta.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Imperfect past.
Eu não quero mais escrever mais textos tristes dizendo o quão bom foram os momentos do seu lado ou como eu sinto falta do seu sorriso bobo quando estava com ciúmes. Eu não quero dizer que era feliz, muito menos contar quantas noites passamos em claro conversando sobre qualquer coisa ou rindo igual dois idiotas. Pois é, não quero dizer em como eu adorava ser idiota do seu lado.
Não quero falar dos nossos planos para o futuro usando o passado. Lembrar de velhos sentimentos ouvindo velhas músicas e olhando aquelas coisas me faziam lembrar-te tanto.
Eu não quero falar de você como algo que passou, na verdade, não quero falar de nós como algo que um dia foi bom. Dizer em como nós dois tínhamos tanto medo de contar que gostávamos um do outro, e em como os dois ficavam com ciúmes.
Falar assim, é como dizer que tudo acabou. É dizer que um dia fomos “nós” e que hoje só existe eu e você. Eu não quero falar todas essas coisas quando na verdade devería estar feliz pensando em como todos os nossos planos, vontades e desejos se tornaram realidade.
Não quero lembrar das coisas enquanto olho velhas mensagens e velhos textos e pensar em como nós acabamos assim. Eu quero olhar para isso e pensar em como nós conseguimos fazer tudo o que falavamos se tornar verdade. É assim que eu quero me lembrar de você; lembrando de nós.
Eu não quero falar num futuro não feito. Eu não quero nós num pretérito imperfeito.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Nothing in this world can us apart, not even the end.
Oi Avril,
Lembra desses tempos? Então, eu estava aqui fuçando numa caixa e achei sua carta, de três anos atrás. Três anos! Parece mesmo que a gente se conhece à quase 14 anos? Faz uma década e quatro anos que eu te amo. Não se preocupe, eu também estou me sentindo velha falando assim.
Na carta dizia sobre a nossa antiga Leslie, sobre os nossos clipes, até sobre alguns caras da net que nos perseguiam! Nesse dia estávamos fazendo nossa música, é fiote, lembra dela? A gente cantava demais, pode falar.
Nos tempos do nescau de madrugada, dos filmes, era realmente muito bom não era? E sabe porque? Porque o nosso máximo era até as 4 da manhã, e ainda o mais tarde que acordávamos naquela época era à 1. Evoluimos não é? Hoje nosso máximo juntas foi 7 quase 8, e 6 da tarde. Sinto falta de quando tinha sono.
Você conhece uma - não tão velha - história sobre a qual você quase desmaia? Eu sim, porque sabe quantas vezes eu ouvi ela? Por volta de 15. Sabia contar até de trás para frente.
E nessa época você conheceu meu sorrisão. E também não sei se você se lembra de duas meninas na praça de alimentação colocando sorvete uma no nariz da outra, e depois rindo até a barriga doer. Eu lembro delas, posso falar? Umas idiotas, pois é.
Na outra vez que eu voltei, você ficou só um pouco irritada no meio do shopping chamando pessoas para ir até o canto. Nunca te agradeci pelo o que fez, nem por se importar tanto assim comigo aquele dia. Mesmo sendo engraçado demais te ver apontando o dedo na cara das pessoas, eu fiquei totalmente feliz.
Se não me engano, naquele mesmo tempo, eu estava deitada na cama com você apoiada na minha barriga chorando. E nada mais me partiu o coração, era horrível não poder fazer nada, e a culpa me consumia por inteiro.
Eu me senti obrigada a fazer alguma coisa. Travesseiro + desenho + sumo = larissa rindo absurdamente. O que me fez realmente ficar bem. Foi só ver você sorrir para toda aquela culpa sumir e não voltar por um tempo.
Se passam dias, meses, e lá estamos nós duas rindo igual crianças de pernas para cima com um pote de nutella e uma colher na mão, com os dentes sujos e sorrindo uma para outra.
Um sorriso sincero, mesmo que coberto de chocolate e tudo fica bem. Todos os problemas desaparecem. Uma pequena dança gravada no meio do quarto, imitações de cantores e o mundo não parece o mesmo.
Chega o grande dia, o seu grande dia. Formatura, podemos chamar assim. Você estava linda, nervosa e sorrindo demais. Depois de um nervoso terrível por ninguém aparecer, você estava bem de novo.
Aquela noite acabou com três garrafas de refrigerante e uma de água sendo levadas para casa, magina que a noite foi boa. Dançamos e rimos demais. Tiramos várias fotos, e levamos muitas pisadas nos pés.
Depois disso, nós eramos duas idiotas esperando durante uma hora o ônibus no ponto errado, e depois mais duas horas no ponto certo com uma gilete e uma chave. Nunca vou esquecer esse dia, nunca. 8252 é o número do inferno, porque né...
E desde então eu não te vejo mais. Saudades não é legal sabia?
E depois desses meses sem te ver, cá estou eu te escrevendo para seu décimo quinto aniversário. Não parece que faz tanto tempo assim. Ja se passaram mais de dez natais e nós duas ainda estamos aqui, firmes, fortes e nunca deixando de sorrir.
Mesmo que você não saiba, você me ensinou muito. Me fez ser uma pessoa melhor, e ainda me faz. E agradeço muito por isso, de verdade.
15 invernos, 15 verões e 15 anos. Não é pouco tempo, não são poucas lembranças e muito menos poucos sorrisos. Sabe quando você esta mal, então você vê aquela pessoa sorrindo para você e parece qeu todos os seus problemas desaparecem e a única coisa importante naquele momento é entender a piada? Então.
Eu sou grata por todas as vezes que você aguentou sua prima reclamar. Obrigada por me fazer sorrir, por me fazer chorar até soluçar com um vídeo ae e por todas as vezes que nós duas rimos até a barriga doer. Obrigada por você sempre ser a luz no final de tudo, que me dá forças para continuar mesmo quando eu acho que perdi todas.
Parabéns Larissa, eu desejo tudo de melhor, felicidades, paz, amor e que todos os seus sonhos se realizem. E quero que saiba que eu estarei do seu lado a cada sonho, a cada vitória, a cada sorriso mas principalmente em cada fracasso, em cada tombo e em cada lágrima. Porque amigos sorriem ao seu lado e sempre te fazem bem, mas irmãs estão além de todo o sorriso, de toda alegria. Irmãs estão em todos os momentos sejam eles bons ou ruins, elas estaram lá para te apoiar seja qual for sua decisão. Eu sou sua amiga, sua prima, mas eu serei eternamente sua irmã.
Eu te amo além dos mares e dos céus. Eu te amo além do mundo, eu te amo irmã; você é tudo para mim, parabéns.
Lembra desses tempos? Então, eu estava aqui fuçando numa caixa e achei sua carta, de três anos atrás. Três anos! Parece mesmo que a gente se conhece à quase 14 anos? Faz uma década e quatro anos que eu te amo. Não se preocupe, eu também estou me sentindo velha falando assim.
Na carta dizia sobre a nossa antiga Leslie, sobre os nossos clipes, até sobre alguns caras da net que nos perseguiam! Nesse dia estávamos fazendo nossa música, é fiote, lembra dela? A gente cantava demais, pode falar.
Nos tempos do nescau de madrugada, dos filmes, era realmente muito bom não era? E sabe porque? Porque o nosso máximo era até as 4 da manhã, e ainda o mais tarde que acordávamos naquela época era à 1. Evoluimos não é? Hoje nosso máximo juntas foi 7 quase 8, e 6 da tarde. Sinto falta de quando tinha sono.
Você conhece uma - não tão velha - história sobre a qual você quase desmaia? Eu sim, porque sabe quantas vezes eu ouvi ela? Por volta de 15. Sabia contar até de trás para frente.
E nessa época você conheceu meu sorrisão. E também não sei se você se lembra de duas meninas na praça de alimentação colocando sorvete uma no nariz da outra, e depois rindo até a barriga doer. Eu lembro delas, posso falar? Umas idiotas, pois é.
Na outra vez que eu voltei, você ficou só um pouco irritada no meio do shopping chamando pessoas para ir até o canto. Nunca te agradeci pelo o que fez, nem por se importar tanto assim comigo aquele dia. Mesmo sendo engraçado demais te ver apontando o dedo na cara das pessoas, eu fiquei totalmente feliz.
Se não me engano, naquele mesmo tempo, eu estava deitada na cama com você apoiada na minha barriga chorando. E nada mais me partiu o coração, era horrível não poder fazer nada, e a culpa me consumia por inteiro.
Eu me senti obrigada a fazer alguma coisa. Travesseiro + desenho + sumo = larissa rindo absurdamente. O que me fez realmente ficar bem. Foi só ver você sorrir para toda aquela culpa sumir e não voltar por um tempo.
Se passam dias, meses, e lá estamos nós duas rindo igual crianças de pernas para cima com um pote de nutella e uma colher na mão, com os dentes sujos e sorrindo uma para outra.
Um sorriso sincero, mesmo que coberto de chocolate e tudo fica bem. Todos os problemas desaparecem. Uma pequena dança gravada no meio do quarto, imitações de cantores e o mundo não parece o mesmo.
Chega o grande dia, o seu grande dia. Formatura, podemos chamar assim. Você estava linda, nervosa e sorrindo demais. Depois de um nervoso terrível por ninguém aparecer, você estava bem de novo.
Aquela noite acabou com três garrafas de refrigerante e uma de água sendo levadas para casa, magina que a noite foi boa. Dançamos e rimos demais. Tiramos várias fotos, e levamos muitas pisadas nos pés.
Depois disso, nós eramos duas idiotas esperando durante uma hora o ônibus no ponto errado, e depois mais duas horas no ponto certo com uma gilete e uma chave. Nunca vou esquecer esse dia, nunca. 8252 é o número do inferno, porque né...
E desde então eu não te vejo mais. Saudades não é legal sabia?
E depois desses meses sem te ver, cá estou eu te escrevendo para seu décimo quinto aniversário. Não parece que faz tanto tempo assim. Ja se passaram mais de dez natais e nós duas ainda estamos aqui, firmes, fortes e nunca deixando de sorrir.
Mesmo que você não saiba, você me ensinou muito. Me fez ser uma pessoa melhor, e ainda me faz. E agradeço muito por isso, de verdade.
15 invernos, 15 verões e 15 anos. Não é pouco tempo, não são poucas lembranças e muito menos poucos sorrisos. Sabe quando você esta mal, então você vê aquela pessoa sorrindo para você e parece qeu todos os seus problemas desaparecem e a única coisa importante naquele momento é entender a piada? Então.
Eu sou grata por todas as vezes que você aguentou sua prima reclamar. Obrigada por me fazer sorrir, por me fazer chorar até soluçar com um vídeo ae e por todas as vezes que nós duas rimos até a barriga doer. Obrigada por você sempre ser a luz no final de tudo, que me dá forças para continuar mesmo quando eu acho que perdi todas.
Parabéns Larissa, eu desejo tudo de melhor, felicidades, paz, amor e que todos os seus sonhos se realizem. E quero que saiba que eu estarei do seu lado a cada sonho, a cada vitória, a cada sorriso mas principalmente em cada fracasso, em cada tombo e em cada lágrima. Porque amigos sorriem ao seu lado e sempre te fazem bem, mas irmãs estão além de todo o sorriso, de toda alegria. Irmãs estão em todos os momentos sejam eles bons ou ruins, elas estaram lá para te apoiar seja qual for sua decisão. Eu sou sua amiga, sua prima, mas eu serei eternamente sua irmã.
Eu te amo além dos mares e dos céus. Eu te amo além do mundo, eu te amo irmã; você é tudo para mim, parabéns.
until the fucking very end.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Hey moon.
Quando eu era pequena a lua representava simplesmente uma bola branca num céu gigante. Ou às vezes quando ela estava parecendo um sorriso, eu virava a cabeça e dizia que parecia metade de um pastel.
Mas eu cresci, -não que ainda não ache que quando a lua muda de fase pareça um sorriso-, mas agora eu olho ela de um jeito diferente. Talvez nem toda noite, mas essa eu olhei.
Eu a olhei e ela me mostrou grandeza mesmo eu conseguindo tampá-la com o dedão. Ela me mostrou sonhos, paz, conquistas e desejos. Ela me incentivou a escrever, por tanto, isso já é um pequeno começo.
A lua pode estar a milhares e milhares de distâncias, mas de certa forma ela me aproximou de todos, hoje a noite. Era olhar para ela e pensar que todos aqueles que insistem em me mostrar o que era saudades, estavam olhando para ela.
Ok, pode ser bobeira tudo isso, e uma melação. Mas é o que eu senti ao olhá-la. Seja pelo meu estado emocional, ou por eu realmente sentir isso, só sei que hoje a noite eu vou dormir melhor. Lua, eu nunca deixei de te olhar uma noite sequer, mas hoje a noite, você nunca esteve tão linda.
"Hey moon please forget to fall down, hey moon don't go down."
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Be.
Tomara que você não seja só um monte de palavras que no final serão levadas pela brisa leve do final de tarde. Não me faça te rotular como mais um, e dizer que você não foi nada mais do que uma atração qualquer. Seja diferente, seja bom para mim.
Não quero ter que me arrepender de sentir isso, e espero que você também não. Eu posso ser boba e estar me iludindo por algo que talvez nem seja ilusão, porque talvez eu queira você, talvez não. Mas isso não importa. Só não me faça mentir desde a cabeça até o coração.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O refúgio reencontrado.

Fazia pouco tempo desde que eu decidi abrir a janela para me acalmar. Um refúgio tão óbvio que eu havia me esquecido de quando fazia isso pequena. Ar fresco seguido de uma leve brisa bagunçando um pouco os fios do meu cabelo. Uma rua calma, e sem lua no céu. Apenas poucas estrelas que ainda conseguiam ser vistas por causa da enorme e escura nuvem que cobria as demais. Um carro ou o guarda apitando passavam de vez em quando só para acabar com a monotonia do silêncio. O último vinha com lembranças e ainda trazia pensamentos indesejáveis mas mesmo assim, invonluntários.
Um poste com a luz falhada ficava por alguns minutos com ela apagada, mas logo retomava ao seu normal. Alguns barulhos como consequência do vento que soprava forte me faziam colocar a cabeça para fora da janela, por pura e gigante curiosidade.
Minha insônia se estendia ao passar das vezes que o poste apagava, e a falta de algo para fazer após ler mais de trinta páginas de um livro me consumiam a cada minuto mais. Resolvi parar de usar os poucos pensamentos úteis que eu tinha e me deixar tomar pelos os que me corroiam, que agora deixaram de ser só por dentro.
Uma música de fundo por não suportar ficar em silêncio e algumas picadas na perna eram tudo o que eu tinha ali.
Cansada de olhar a mesma paisagem depois de ter perdido as contas de quantas vezes havia a visto, fechei os olhos. Eu podia vizualizar a mesma cena de olhos fechados, e era o máximo que eu conseguia ver, mas pouco importava para mim.
Vendo a mesma coisa durante tanto tempo me fez ver o quão pouco eu parava para apreciá-la. Não era alegre e tampouco bonita, mas ela me trazia sentimentos que eu não sabia que ainda existiam, e imagens que eu esquecia de me lembrar. Eu só as conseguia ver de olhos fechados, e eu permaneci alí, assim, imóvel. Ao abrí-los eu contemplava a mesma rua com as mesmas casas e as mesmas árvores, e assim como eu esperava, as mesmas lembranças.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A pequena grande caixa
Guardo em uma caixa contrastante todos aqueles vestígios que me relembrem rapidamente dias que ficaram estagnados no passado. São ingressos para locais escuros, passagens para lugares explosivos e bilhetes com discursos nada confiáveis. Resumidamente, pedaços de papel que um dia eram igualados a todo o meu amor, e agora são lembranças corrompidas.
A caixa em que os mantenho é pequena em tamanho real, porém com tantas coisas que estão lá dentro, eu poderia dizer que ela é infinita.
A caixa em que os mantenho é pequena em tamanho real, porém com tantas coisas que estão lá dentro, eu poderia dizer que ela é infinita.
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