quinta-feira, 14 de abril de 2011

Not again and never more.


(esse será um post um tanto diferente, sem inspiração para escrever algo bonito -ou que pelo menos chegue perto disso- decidi escrever apenas por escrever.)
(este será um post grande.)

Acabei de ver que a útlima vez que escrevi foi há muito tempo e eu não gosto disso, é como se nada tivesse acontecido -o que é mentira- ou como se eu apenas tivesse deixado de lado algo que me faz tão bem. Chega a ser estranho em como eu me acostumei com a idéia de ficar sem escrever. Me acostumei igual a todo o resto. Esses dias passados tive uma dor nas costas horrível mesmo e ela não passava e o que eu fiz foi me acostumar com ela, não que ela doesse menos ou parasse eu apenas parei de me importar com ela, a deixe de lado, me acostumei. 
Mas é que é mais fácil assim, se acostumar com as coisas. Elas não doem menos, mas não chegam a alcançar tão fundo como quando você se importa. 
Esses dias, lembranças tem vindo até mim com uma certa intensidade. Elas não são exatamente boas, mas são agradáveis apenas por terem sido boas um dia. E elas mexeram comigo de um modo que eu não entendi, por pensar que tinham passado. Era quase irreconhecivel esses sentimentos, não eram totalmente estranhos mas foram de início. "Como?" - eu me perguntei quando isso cutucou lá no fundo. Como diabos eu ainda sou capaz de sentir isso. (essa frase fica melhor em inglês "How the hell im still able to feel that?"). Eu não esqueci? Eu esqueci, eu sei disso. Mas como eu ainda sinto sendo que esqueci? Uma lembrança passageira talvez, tá, nem tanto porque estou percorrendo a semana toda com ela no peito. O que é? Eu não sei e eu não me importo, de modo algum. Eu posso estar me acomodando com a idéia de não me importar? Claro, porque não. Mas nunca, de modo algum, jamais eu irei admitir que ainda me importo, nunca. Eu já não creio que escrevo sobre você quanto mais me importar com algum pequeno fato citando seu nome. 

Ando sorrindo esses tempos, sem motivos e com vontade. Mas é difícil mantê-lo firme por muito tempo. Não por mim, também é claro, mas o problema é que eu me preocupo muito com as pessoas, até demais se pensar bem. Sim, você mesmo que esta lendo. Só que é difícil porque eu tenho medo de abrir feridas que já estão prestes a cicatrizar ou apenas se escondendo atrás de outras, não é fácil de qualquer jeito. Mas saiba, que não importa o horário, eu sempre estarei aqui para te ouvir por mais que não tenha nada para falarb.
Como sempre, eu escondo as minhas dores atrás da felicidade dos outros e esqueço-as, fazendo elas ficarem maiores toda vez que são abertas.
Outro dia acabei acabei tendo uma daquelas brigas de falo-tudo-mesmo com a minha vó e meu deus, certas coisas me machucaram tanto. Não por ela falar, mas por eu ter que responder lembrando delas. Ela não sabe meu ponto fraco então não se limita ao usá-lo. Não posso culpá-la, sempre fui orgulhosa demais para contar. Depois de quase dois anos das pessoas me chamam de revoltada, dramática e depressiva eu decidi que não lhes daria mais motivos para me chamarem assim, o que aconteceu. Se naquela época era difícil eu me abrir, imagine agora, é quase impossível. Isso fez com que eles pensassem que eu era forte o bastante para aguentar qualquer coisa que viesse pela frente e eu nunca mais passei-lhes uma imagem errada sobre tal pensamento; O que fez eles esquecerem que eu ainda tenho sentimentos e por debaixo de todo o meu sorriso eles não fazem nenhuma idéia do que escondo.
Não que eu queira pessoas em volta de mim por causa disso, aliás, não reclamo das pessoas pensarem assim. Eu realmente prefiro que elas me deixem em paz com meus problemas e se preocupem com o delas. Posso parecer fria, sem coração, ou qualquer outro nome que queira dar. Mas prefiro que as pessoas tentem se igualar a mim do que me usar como exemplo do que estão sendo.
E eu não serei fraca novamente.

2 comentários:

  1. tu sabe que o que eu mais admiro nas pessoas é a força.
    e tu também que sempre foi mais forte do que pensava.

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  2. e você é linda demais, s.

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