sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

December, 24 at midnight.



O natal era mágico e lindo antes dos meus rídiculos onze anos. Ele representava paz, amor e alegria. Era ansiedade demais para mim ficar esperando até ser meia noite para poder ir correndo para sala e abrir meus presentes. Era muita dor de cabeça pensar em como o papai noel fazia toda essa mágica de natal.
 Não sei quem inventou esse homem de barba branca, mas sou muito grata à ele. Ele me fez acreditar nas coisas, por um bom tempo pelo menos. Aos dez anos, você esta lá sentada no seu quarto ou na cozinha comendo e percebe que esta bem ali saboreando sua comida, e não com o coração na boca esperando ouvir um sino.
 Aos onze, é a fase revoltada da nossa vida. Pelo menos da minha foi. E depressiva. Até hoje quando me lembro de quanto drama eu fazia, me sinto uma idiota. E a raiva então, dou até risada. “Ninguém me ama! Vou morrer sozinha!” Alguma vez você já disse isso, admita.
Esse ano não foi lá muito bom para mim. Já aos doze eu perdi meu espírito natalino.      Me sinto mal perdendo-o, mas depois de tanto procurar eu cansei se te tentar encontrá-lo. Talvez ele esteja dentro de mim, em algum lugar no fundo, junto com as memórias e a velha ansiedade, mas esta bem guardado. E pelo visto, não vai sair tão fácil.
 Já ao décimo terceiro natal nada mais me importa. Presentes, verde e vermelho, decoração, árvore, sino e magia. Nada. Talvez a comida boa, e as velhas canções que insistem em ficar na minha cabeça, mas nada além disso.
 Poderia passar esse dia em vão, assim como todos os anteriores, não iria me importar, nem um pouco. Esse dia não me interessa mais, a ansiedade já não existe mais, e o natal não me agrada nem um pouco.
 Todo ano acontece alguma coisa, seja uma briga até uma terrível morte. Ele já não me faz feliz. Mas mesmo assim ainda vou fazer uma carta para um velho homem de óculos e botas pretas.
 
 “Querido Papai Noel, 

para esse natal eu realmente gostaria que você devolvesse todo o meu espírito natalino. 
      Com carinho, a menina que tenta não perder todas as esperanças para o dia vinte e cinco.” 

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