quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

GTFO.



Eu quero escrever, eu preciso escrever, eu só não sei como. Não sei por onde começar e nem que palavras usar. Estou sentindo coisas que não consigo descrevê-las, por mais que eu tente.
A cada vez que eu leio alguma coisa, algo faz um pouco mais de sentido. Já tentei juntar partes deles para ver se eu poderia escrever. Já tentei me inspirar neles. 
Acredite, eu já tentei de tudo e não consigo. Um tipo de bloqueio se quer chamar assim. Mas isso esta me deixando de louca, e mais um pouco vou escrever -de novo- como ficar sem escrever esta me matando.
É nessas horas que eu percebo o quanto eu preciso colocar tudo numa nova página do word. É mais do que 
um simples hobby ou uma mania, virou uma necessidade. 
E a minha necessidade de escrever está me matando. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feelings with Feelings.


A verdade é que eu estou orgulhosa de mim. Eu estou conseguindo passar por tudo, com calma. Ou pelo menos aparentando tê-la. Esta tudo confuso, misturado, e sem fazer sentido algum. Não sei se isso esta certo ou errado, só sei que esta forte. E esta ficando cada dia mais. E isso me traz medo e inseguranças. Não sei como lidar, estou perdida num monte de incertezas, e estou procurando no meio de respostas. Não sei como me achar, mas me parece que não vou descobrir muito cedo.

You gave me reason to continue.


Encontrei forças para continuar, encontrei motivos para não desistir. Antes de fazer qualquer coisa da qual eu me arrependeria depois, eu achei você. Que sempre foi maioria dos meus motivos. Vocês na verdade. Continuar por algo assim é incrivelmente estranho, mas inacreditavelmente bom. Procurei por algo que sempre esteve comigo. Eu só tenho que agradecer por terem me dado força quando eu mais precisei. Eu amo vocês.
Dougie Poynter, Harry Judd, Tom Fletcher, Danny Jones, e você Justin Bieber.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

December, 24 at midnight.



O natal era mágico e lindo antes dos meus rídiculos onze anos. Ele representava paz, amor e alegria. Era ansiedade demais para mim ficar esperando até ser meia noite para poder ir correndo para sala e abrir meus presentes. Era muita dor de cabeça pensar em como o papai noel fazia toda essa mágica de natal.
 Não sei quem inventou esse homem de barba branca, mas sou muito grata à ele. Ele me fez acreditar nas coisas, por um bom tempo pelo menos. Aos dez anos, você esta lá sentada no seu quarto ou na cozinha comendo e percebe que esta bem ali saboreando sua comida, e não com o coração na boca esperando ouvir um sino.
 Aos onze, é a fase revoltada da nossa vida. Pelo menos da minha foi. E depressiva. Até hoje quando me lembro de quanto drama eu fazia, me sinto uma idiota. E a raiva então, dou até risada. “Ninguém me ama! Vou morrer sozinha!” Alguma vez você já disse isso, admita.
Esse ano não foi lá muito bom para mim. Já aos doze eu perdi meu espírito natalino.      Me sinto mal perdendo-o, mas depois de tanto procurar eu cansei se te tentar encontrá-lo. Talvez ele esteja dentro de mim, em algum lugar no fundo, junto com as memórias e a velha ansiedade, mas esta bem guardado. E pelo visto, não vai sair tão fácil.
 Já ao décimo terceiro natal nada mais me importa. Presentes, verde e vermelho, decoração, árvore, sino e magia. Nada. Talvez a comida boa, e as velhas canções que insistem em ficar na minha cabeça, mas nada além disso.
 Poderia passar esse dia em vão, assim como todos os anteriores, não iria me importar, nem um pouco. Esse dia não me interessa mais, a ansiedade já não existe mais, e o natal não me agrada nem um pouco.
 Todo ano acontece alguma coisa, seja uma briga até uma terrível morte. Ele já não me faz feliz. Mas mesmo assim ainda vou fazer uma carta para um velho homem de óculos e botas pretas.
 
 “Querido Papai Noel, 

para esse natal eu realmente gostaria que você devolvesse todo o meu espírito natalino. 
      Com carinho, a menina que tenta não perder todas as esperanças para o dia vinte e cinco.” 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

My little blond angel.

esqueçam da qualidade, da minha cara, e do meu nariz. 
 Você é meu pequeno anjo com os olhos castanhos-claros. Você é uma das poucas coisas pela qual eu morria por. Eu agradeço por ter você comigo, e de poder ver seu sorriso e ouvir sua risada tão linda. Saiba que eu daria minha vida em troca da sua sem pensar duas vezes.  Ver você reclamando faz meu coração quebrar em pequenos e inúmeros pedacinhos. Você pode e poderá contar comigo para tudo, durante toda a sua vida. Não importa o que decida fazer, ou ser. Nunca te faltará apoio ou uma fonte de conforto.
 Dizer que eu te amo, é pouco. Você é parte do meu sorriso e da minha alegria. E ter longe de mim seria doloroso demais só para pensar nisso. Você é meu anjinho, meu bebê, meu pequeno, e além de tudo, você é meu irmão. Eu te amo. 

Estouradores de bolhas de sabão.


Quando eu era pequena, minha maior derrota era descobrir que eu não podia segurar as bolhas de sabão se não elas estourariam. E hoje, a minha maior conquista é fazer alguém sorrir ao vê-las estourarem no próprio nariz ao tentar segurá-las. 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hey moon.



Quando eu era pequena a lua representava simplesmente uma bola branca num céu gigante. Ou às vezes quando ela estava parecendo um sorriso, eu virava a cabeça e dizia que parecia metade de um pastel.
Mas eu cresci, -não que ainda não ache que quando a lua muda de fase pareça um sorriso-, mas agora eu olho ela de um jeito diferente. Talvez nem toda noite, mas essa eu olhei.
Eu a olhei e ela me mostrou grandeza mesmo eu conseguindo tampá-la com o dedão. Ela me mostrou sonhos, paz, conquistas e desejos. Ela me incentivou a escrever, por tanto, isso já é um pequeno começo.
A lua pode estar a milhares e milhares de distâncias, mas de certa forma ela me aproximou de todos, hoje a noite. Era olhar para ela e pensar que todos aqueles que insistem em me mostrar o que era saudades, estavam olhando para ela.
Ok, pode ser bobeira tudo isso, e uma melação. Mas é o que eu senti ao olhá-la. Seja pelo meu estado emocional, ou por eu realmente sentir isso, só sei que hoje a noite eu vou dormir melhor. Lua, eu nunca deixei de te olhar uma noite sequer, mas hoje a noite, você nunca esteve tão linda.

"Hey moon please forget to fall down, hey moon don't go down." 

sábado, 11 de dezembro de 2010

The sky looks beautiful today.


Segure minha mão e me gire, me deixe ficar tonta e apoiar em você para não cair. Me gire mais uma vez e me segure pela cintura, continue me girando e me segure forte, porque eu soltarei meus braços e irei erguê-los ao céu. Ele podia estar claro, com muitas nuvens brancas e talvez alguns pássaros percorrendo sobre ele. Depois de tanto girar, posso colocar as mãos no seu pescoço e aproximar seu rosto do meu mas não irei te beijar, só fazer vontade.
 Vou pedir para deitar comigo no chão, vou apoiar minha cabeça no seu peito e ficar adivinhando o formato das nuvens e talvez no final ganhe um beijo na bochecha. As nuvens irão se mover e eu irei me levantar colocar a mão nos cabelos e olhar para cima. Sentirei seus braços na minha cintura, e dessa vez o beijo será no nariz.
 Vai me abraçar com força e falar no meu pescoço, sabendo o quanto eu gosto disso, mas também irá rir quando eu deitar a cabeça dizendo que sinto arrepio quando faz isso. 
 Por fim me vire para que olhe dentro dos seus olhos, eles iram conversar e eu sorrir. Você também vai sorrir de volta. Eu irei brincar um pouco com o seu cabelo só para te irritar por nossos lábios estarem tão perto e não se tocarem. Eu vou ouvir de novo sua voz sussurrando no meu ouvido, mas dessa vez eles não me provocam arrepio algum porque elas estão dizendo que me amam. Eu só vou te fazer sentir minha boca encostando na sua para ter certeza que entendeu que eu também te amo. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Carregue ela,


e finja que vai jogá-la na piscina... Ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela vai amar. Segure sua mão enquanto você conversa. Segure sua mão enquanto você dirige. Apenas segure sua mão. Diga que ela está linda. Olhe em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela. Faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar. Quando ela começar a te xingar diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, em seguida, beije-a. Provoque ela. Deixe ela te provocar de volta. Beije-a na bochecha. Beije-a na testa. Apenas beije-a. Deixe-a vestir suas roupas. Vá devagar. Não force nada, e quando você se apaixonar por ela, diga a ela.    autor desconhecido.

That night would be differente.



O meu medo de olhar para o céu a noite, é ficar pensando se embaixo dessa mesma noite você também lembra de mim. 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quero um garoto,



...que vá tirar o cabelo dos meus olhos, e depois me beijar. Que vá segurar a minha mão na fila do shopping e fazer todas as meninas ficarem com inveja. Um menino que vai cantar para mim em momentos aleatórios. Que vá me deixar dormir em seu peito. Eu quero um cara que vá dizer à sua família e amigos tudo sobre mim. Que traga-me sopa ou suco de laranja quando estou doente. Eu quero um garoto que seja mais pateta do que romântico, mas saiba as coisas certas a se dizer na hora certa. Eu quero um menino que vá me ligar milhares de vezes por dia, mas logo em seguida me peça desculpas por ligar tanto e não importe quantas vezes eu lhe disser que está tudo bem, continue ligando. Um rapaz que vá me deixar fofocar para ele e apenas sorrir e concordar com tudo o que eu digo. Um menino que me beije um milhão de vezes. Que vá apostar beijos comigo. Que tire sarro de mim só para me fazer rir. Que vá me levar ao parque, que coloque suas mãos em volta da minha cintura e me abraçe o tempo todo. Um menino que beije meu pescoço, só para ter uma razão para me dizer o quanto ele ama o meu perfume. Eu quero um menino que, à noite, vá dançar de pijama comigo. Um menino que tire fotos em cabines comigo. Um menino que sente comigo no chão da cozinha enquanto comemos sanduíches. Quem vai me beijar na chuva. Eu quero um garoto que tente me ensinar a tocar violão, mesmo que acabemos rindo um do outro. Eu quero um garoto que vá passar os dedos pelo meu cabelo, compartilhar seus pirulitos comigo, e conviver com todos os meus amigos. Alguém que nunca tenha medo de dizer eu te amo na frente dos outros e alguém que discuta comigo sobre coisas tolas só para fazermos as pazes. Alguém que vai me beijar à meia-noite de ano novo e que vá fazer caretas engraçadas para mim quando estou no telefone. Eu quero um garoto que vá contar estrelas comigo. Eu quero um menino que fique em casa comigo numa noite de sexta-feira apenas para me ajudar a fazer o jantar e assistir a filmes juntos sob o mesmo cobertor. Eu quero um menino que me olhe no olho e me diga uma coisa séria, que também seja engraçado e me faça prometer não rir. Um menino que me faça rir como ninguém pode. Eu quero um rapaz que vai me abraçar mais do que o normal quando estou doente, e brinque com o meu cabelo. Mas principalmente eu quero um menino que seja o meu melhor amigo e estará sempre lá por mim.” 

 autor desconhecido.

Be.



Tomara que você não seja só um monte de palavras que no final serão levadas pela brisa leve do final de tarde. Não me faça te rotular como mais um, e dizer que você não foi nada mais do que uma atração qualquer. Seja diferente, seja bom para mim. 
Não quero ter que me arrepender de sentir isso, e espero que você também não. Eu posso ser boba e estar me iludindo por algo que talvez nem seja ilusão, porque talvez eu queira você, talvez não. Mas isso não importa. Só não me faça mentir desde a cabeça até o coração.

Dylan.


 Por baixo de toda a segurança e atitude de Henny, ainda havia uma menina cheia de medos e sonhos que apenas eu conhecia. Eu era a única pessoa que ela tinha confiado à mostrar seu lado por baixo da márcara que ela tinha criado para não sofrer mais por aqueles que não mereciam. Mas ela serviu tão bem, que fez Hye desistir de seus sonhos e deixá-los escondidos num lugar que só ela, e agora eu, sabíamos aonde ficava. Nós dois não éramos iguais aquelas histórias que os melhores amigos se conhecem desde pequenos, e as mães são melhores amigas. Por parte, ainda acho isso um pouco clichê, mas sempre quis ter algo assim.

 Henny e eu nos conhecemos no último ano da escola, ou oitava série se preferir. Fizemos francês juntos e por ai começou tudo. Já nossas mães, nunca foram exatamente muito amigas. Quer dizer, elas conversam quando se veêm, mas é só. Porque sua mãe ainda acha que eu a influênciei a fumar. Tão inocentes que nem desconfiam que sua filha que me deu meu primeiro cigarro.
 Todos acham que eu e ela temos alguma coisa, mas não, não temos. Sempre foi difícil argumentar contra isso já que nós somos grudados, e ela é praticamente minha irmã. E ai te apresento a parte chiclê da nossa história.
 No momento mais difícil da minha vida, quando meu irmão fugiu de casa, ela estava lá me ajudando a superar tudo. E posso dizer que apenas por causa dela, que eu tive forças para continuar.
 Posso dizer que Hye é meu porto-seguro, e minha base de confiança. Nós dois sempre contamos tudo um para o outro, absolutamente tudo. Eu posso dizer a sua vida inteira enquanto ela descreve a minha. Eu nunca fui apaixonado por ela, apesar dela ser umas das garotas mais bonitas que eu já vi.
 Eu a amo, talvez mais do que tudo. Porque eu tenho ela, e ela me tem. Somos tudo o que temos, e apesar do ciúmes natural que um tem pelo outro, ela é minha e ninguém nunca irá tirar isso de mim, nem ele.    

                                          para entender leia: 
Imagine                                                                                                     

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O refúgio reencontrado.

  

   
Fazia pouco tempo desde que eu decidi abrir a janela para me acalmar. Um refúgio tão óbvio que eu havia me esquecido de quando fazia isso pequena. Ar fresco seguido de uma leve brisa bagunçando um pouco os fios do meu cabelo. Uma rua calma, e sem lua no céu.              Apenas poucas estrelas que ainda conseguiam ser vistas por causa da enorme e escura nuvem que cobria as demais. Um carro ou o guarda apitando passavam de vez em quando só para acabar com a monotonia do silêncio. O último vinha com lembranças e ainda trazia pensamentos indesejáveis mas mesmo assim, invonluntários.
  Um poste com a luz falhada ficava por alguns minutos com ela apagada, mas logo retomava ao seu normal. Alguns barulhos como consequência do vento que soprava forte me faziam colocar a cabeça para fora da janela, por pura e gigante curiosidade.
Minha insônia se estendia ao passar das vezes que o poste apagava, e a falta de algo para fazer após ler mais de trinta páginas de um livro me consumiam a cada minuto mais. Resolvi parar de usar os poucos pensamentos úteis que eu tinha e me deixar tomar pelos os que me corroiam, que agora deixaram de ser só por dentro.
Uma música de fundo por não suportar ficar em silêncio e algumas picadas na perna eram tudo o que eu tinha ali.
  Cansada de olhar a mesma paisagem depois de ter perdido as contas de quantas vezes havia a visto, fechei os olhos. Eu podia vizualizar a mesma cena de olhos fechados, e era o máximo que eu conseguia ver, mas pouco importava para mim.
  Vendo a mesma coisa durante tanto tempo me fez ver o quão pouco eu parava para apreciá-la. Não era alegre e tampouco bonita, mas ela me trazia sentimentos que eu não sabia que ainda existiam, e imagens que eu esquecia de me lembrar. Eu só as conseguia ver de olhos fechados, e eu permaneci alí, assim, imóvel. Ao abrí-los eu contemplava a mesma rua com as mesmas casas e as mesmas árvores, e assim como eu esperava, as mesmas lembranças.