sábado, 30 de outubro de 2010

Another town, same girl.



Eu era apenas uma criança inocente, que sequer sabia o nome da tal cidade. Eu só me lembro de estar sentada chorando na sala da diretora pedindo que eu não fosse embora, quem dera ela realiza-se tal desejo.
Eu implorei para que não fôssemos, eu chorei. Nada adiantou. Eu lembro da nossa última noite, eu era pequena e havia uma pizzaria do lado da minha casa, exatamente do lado -duas casas depois da minha- me sentei nos primeiros degrais da pequena escada estava um pouco frio, mas ja tinha me acostumado.
Eu pedia pela última vez rezando que ele cede-se; Ele apenas se lamentou comigo, e dizia que iríamos fazer sacrifícios por algo melhor. Não importava, eu queria ficar onde estava e não sair de lá.
Ele me abraçou e me deu um beijo na testa pedindo que entrasse porque estava esfriando. Eu era mais uma vez uma criança inocente de sete anos sentada dessa vez, nas escadas de uma pizzaria.
Eu fiquei anciosa para o tão esperado dia, não fora grande coisa. Alguns minutos de carro e eu estava lá, na até então, desconhecida cidade. Estava quente -muito quente- ou talvez eu é que estivesse acostumada com o frio. É, talvez fosse eu.
Eu tinha sonhos acomulados em cima de outros, que na minha cabeça nada iria me impedir de realizá-los, nem mesmo uma nova vida.
Descemos do carro para um restaurante. A única lembrança que guardo desse lugar, foi do arroz horrível que comi lá.
Vi pela primeira vez a casa que pensei que passaria um bom tempo. Era pequena por fora, mas por dentro era grande. Duas salas, a cozinha e um quarto grande no fundo. Minha cama e minhas coisas lá já passavam pela minha cabeça naquele enorme e branco quarto. Mas a minha fora substituida pela dele, já era de se esperar. No fundo da casa, um quintal enorme, com três partes. Bom, tinha que ser grande o suficiente para satisfazer a labradora.
Depois de passar por muitas escolas, finalmente acharam a minha. Azul, grande, e do lado da minha nova casa. Isso confortava meus pequenos sonhos de poder ir e voltar sozinha, como nos filmes sabe?
Me acomodei no quarto dividido com minha irmã, e lá passei um ano. Já tinha criado amigos incríveis na escola que me dera um frio na barriga assim que abri a porta do carro. E tinha uma vizinha, um ano mais velha, meio chata, mas era minha única companhia para depois da escola. Sem escolhas.
Eu levava minhas coisas numa mochila. Quando vi, já estava mudando, de novo. Não era para muito longe, era logo na rua debaixo da nossa. Essa era maior na frente, grande, alta e com janelas.
Duas salas, uma cozinha enorme e um quintal gigante com três partes maiores do que a outra, bom, tinha que ser bom o suficiente para três cachorras.
Naquela longa e larga rua eu chorei, eu ri, e fiz as mais belas amizades. Algumas não duraram até hoje, outras eu nem acredito que tenham durado tanto.
Era naquela casa - eu pensava - que passaria um bom tempo, e dessa vez eu estava certa. Uma quadra a menos do que a outra, minhas esperanças de poder viver um filme; Eu estava um ano mais velha, uma quadra a menos, porque não?
Demorou um certo tempo até ver que esse sonho parecia mais emocionante nas telas do cinema. Me acostumei com isso, e com o calor que fazia na pequena cidade.
A garotinha sentada na escada de uma pizzaria de esquina, agora é uma garota sentada na frente do computador escrevendo sobre seus sonhos.
A garotinha cresceu, e se acostumou com a nova vida. As vezes ela se enjooa e agora pede para voltar para a velha casa. Ela pensa um pouco mais e não consegue se ver longe da cidade que até sete anos atrás não conhecia.
Ela tem sonhos e mais sonhos, um em cima do outro esperando a sua vez. Nunca desistiu de nenhum. Até porque ela teve que esperar quase dois anos para andar menos de dez quadras. Valeu a pena esperar, e sem pressa. A menina que gostava do frio tem muito mais coisa para contar, muitos lugares para morar, e muitas escadarias de pizzarias para sentar.

I don't wanna grow up



Eu estava ali sentada tomando meu sorvete, quieta, apenas observando todos ao meu redor e tentando descobrir como eram apenas pelo seu olhar. Era uma mania esquisita que eu tinha adquirido há algum tempo atrás. Tinham muitos casais lá, famílias e algumas crianças. Alguns estavam lá desde quando tinha chego e outros acabaram de entrar pela porta. Um casal estranho passava por ela, eu cheguei a rir um pouco, era realmente muito estranho. E havia outro que tinha acabado de se sentar na minha frente. Eles colocaram suas bandejas na mesas, desembrulharam o lanche e começaram a comer, sem falar nada. Quando um falava o outro tampouco prestava atenção, eles formavam um casal bonito, mas eram realmente muito monótonos. 
Eles me deixaram entediada então voltei a olhar o estranho casal. Eles estavam do lado de fora, rindo, conversando e sorrindo, esse eu deduzi que não estavam juntos a muito tempo -pelo menos era o que parecia-. Revirei os olhos, um casal tão bonito mas ao mesmo tempo tão chato, e outro tão estranho e extremamente feliz.

Continuei a olhar. Uma mãe e duas crianças, uma delas contava uma história. "Mãe, sabe que eu sou ecológica e ajudo o mundo?" "Ah é? E como você faz isso?" - a mãe se entretia. "Bom, eu não leio, assim eu economizo árvores." Eu comecei a rir junto com a mãe e a outra menina. A que contava a história talvez tivesse percebido que eu prestei atenção e ficou sem graça, foi fofo. Ela sorria e contava para a mãe sobre o que tinha aprendido na escola. Do meu lado, chegaram três crianças bem novas, elas sentaram-se nas mesas e começaram a desenhar, as mesmas sorriam e riam com tanta sinceridade. Eu fiquei vidrada nelas enquanto colocavam os rostos nas molduras dos animais para tirarem fotos, e me lembrei de quando fazia isso, era bom. 
Eu olhei nos olhos de todas as crianças ao meu redor, e eu vi a sinceridade no brilho deles, vi a inocência nos seus sorrisos. Aquela que eu tinha perdido. O brilho nos meus olhos não era mais o mesmo e o meu sorriso vinha seguido de lágrimas. Não que eu seja velha demais para dizer que me lembrava quando era pequena, mas eu realmente tinha perdido a maior parte da minha inocência. Eu fiquei feliz por ver que elas ainda tinham aquilo, e com uma enorme vontade de dizer "Nunca queira crescer antes da hora porque quando isso acontecer vai se arrepender. Nunca perca essa inocência e nem a sinceridade, um dia você vai precisar dela." 
Olhei mais um pouco, na minha direção mais à frente tinham duas garotas, da minha idade - eu acho -. Elas olharam para mim e conversaram algo, eu revirei os olhos, elas riam, mas o sorriso delas não era nada comparado aos outros. Nada. Sorri e não prestei muita atenção nelas. Me senti tão boba, eu era assim. Eu tinha toda aquela inocência, eu acreditava fielmente em contos-de-fada, e o brilho nos meus olhos nunca fora tão bonito; eu contava os dias para o meu aniversário e queria ficar cada vez mais velha. Eu só não sabia que depois disso eu iria me arrepender tanto de querer ter crescido. 


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Adeus.


Eu sempre odiei ter que dizer adeus, bom, aprendi o que é dizer adeus a alguns anos. Antes disso para mim era só um até logo -que mesmo assim já me matava-. Nunca entendi a verdadeira razão dessa palavra, e pretendo não entendê-la tão cedo, algum dia talvez ela venha a fazer sentido, ou até a me ajudar, mas não coloco muito fé nisso. Nunca gostei de ter que abraçar a pessoa pela última vez sem uma certeza de quando eu a veria de novo, eu fico minutos a abraçando, e quando a gente finalmente se solta, meu coração aperta e o sinto quebrar em pedaços. Dói demais. Talvez por isso sejam deixados por último, talvez tenham esperanças de que não doam tanto, mas só doem mais.

sábado, 23 de outubro de 2010

Isso basta.



  - O que você faz aqui? - eu perguntava espantada ao vê-lo se aproximando
  - O mesmo que você.
  - Tentando te esquecer? - eu ironizava para aliviar o medo que percorria pelo meu corpo
  - Não, ao contrário.
  - Tentando me esquecer?
  - Não. Por que eu faria isso?
  - Talvez pelo fato de termos terminado há quase uma semana?
  - Quatro dias na verdade. - ele concluiu - Mas, não. Eu estou aqui para lembrar de você. - ele enfatizava a palavra 'lembrar' ficando a apenas dois passos de mim
  - Lembrar? Por que quer se lembrar de uma coisa que te deixa mal?
  - E você, por que quer esquecer de uma coisa que te fez tão bem?
(Silêncio)
  - Você realmente consegue me deixar sem resposta não é?
  - É você que pergunta demais.
  - Engraçado. - eu fingia um riso revirando os olhos - Me diga, por que realmente você esta aqui?
  - Eu já disse, para lembrar.
  - Do que?
  - Do seu sorriso, do seu abraço, do seu olhar, da sua risada, das suas perguntas, de nós dois.
  - Não existe mais o termo nós dois.
  - Não se você não quiser - ele retrucava em doces palavras ficando a alguns centímetros do meu rosto
  - Por que iria querer se lembrar de tudo isso? Afinal não foi você que disse que nós dois éramos como um livro?
  - Nós somos - ele afirmava
  - 
Com um começo confuso, um meio maravilho e um final doloroso? É, então nós somos.
  - Não, nós somos como um conto de fadas. Começamos com 'Era uma vez' e terminamos com 'felizes para sempre'.
  - E o final terminou feliz?
  - Quem disse que terminou?
Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, seus lábios se mexeram e encontraram os meus.
  - O que foi isso? - eu recuava
  - A continuação de um capítulo.
Fiz uma expressão confusa.
  - Eu disse que nós somos um conto de fadas não disse? Neles sempre tem a bruxa que separa o príncipe e a princesa, e você pensa que a história vai acabar. Mas quando você vira a página, você vê o príncipe indo atrás da princesa para salvá-la, e ele continua a história com um beijo. Pois é, aqui estou eu, salvando a minha princesa e continuando a nossa história com um beijo.
Não conseguia dizer nada. Fiquei calada por um momento analisando cada palavra que saia de sua boca.
  - Nós não tivemos nosso fim, apenas esquecemos de virar a página - ele finalizava.
  - Portanto, príncipe, vamos virar a página desse livro e termos um final feliz para sempre.
  - Eu não quero um final. Apenas felizes para sempre.
Meus olhos brilhavam a cada movimento que sua boca fazia. Meus olhos se fixaram nos dele.
  - Eu não quero o para sempre...
  - Apenas o felizes....
  - E isso basta.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Imagine.



"Outra garota, a mesma cidade." Era o que Henny dizia aos seus pais quando eles perguntavam porque a menininha -inocente- deles havia mudado tanto. Não que ela tivesse de fato mudado, apenas se cansado da vida monótona que levava em Londres. Talvez para eles não fizesse sentido o que a filha respondia, mas para ela sim, e isso bastava. 
Para sair da rotina, as vezes deixava de fumar, durante uns dois dias no máximo. Era seu máximo. Há um ano, o cigarro havia se tornado seu maior vício -depois dos Beatles-. Ela não precisava esconder isso dos pais, há alguns meses atrás, eles tinham descoberto. Como? Henny se faz a mesma pergunta quando eles começam a reclamar do vício incontrolável da garota. Ela os escondiam tão bem. Ela bebia sempre que saía com os amigos, mas isso era uma coisa que conseguia controlar. Mas Hye -como seu melhor amigo a chamava- se diferenciava das outras garotas. Ela tinha consciência do que fazia, não ficava bêbada toda noite, apenas bebia o suficiente para satisfazer sua vontade -que as vezes era grande demais-. 
 Seus pais perderam total controle sobre a garota. Tentaram de tudo; nada foi o suficiente, nunca era. A menina de dezesseis anos era linda, auto-confiante, e forte o bastante para ajudar a si própria e aos outros. Era invejada por todas. 
Todos os meninos a queriam, mas ela dificilmente queria algum. Tinha bem fixo em sua cabeça de que não precisava de ninguém a enchendo de mimos e carinhos para ser feliz. Ela ao contrário dos outros não bebia nem fumava por ser infeliz ou sofrer de depressão. Apenas por prazer. 
Mas Henny como todos, tinha recaídas. Ela não chorava, era forte demais para isso. Ela tinha um diário, um que mantinha desde os seis. Lá dentro ela escondia seus desejos e segredos mais profundos e as esperanças que um dia existiram nela.
Uma certa noite, a garota não tão inocente decidiu olhar alguns pensamentos antigos que guardava em seu diário, ouvindo "Imagine" uma das músicas da sua maior inspiração, John Lennon -uma das poucas sobre a qual derramou lágrimas-. 
Henny ria ao percorrer os olhos àquelas pequenas letras. Ela ria por perceber o quanto sua vida era mais fácil naquela época. Ela ria por ver o quanto o seu modo de escrever havia mudado. 
Mas o que mais a fazia rir, era da pequena parte do seu texto que escreveu aos dez anos. "Agora tudo faz sentido, agora que eu finalmente entendo a vida tudo é mais fácil."
Ela as vezes se questionava sobre si própria. Pensava que talvez fosse só mais uma garota qualquer naquele monte de coisas que chamamos de vida; Talvez fosse, talvez não.
O por que de Henny rir ao ler aquilo? Porque ela percebeu o quão inocente era, e o quão magnífica era toda aquela esperança de finalmente alguma coisa fazer sentido, que aos dez anos, fora sua maior descoberta.
Mas passaram-se apenas alguns anos e a única certeza que a menina inglesa tinha, era de que algum dia todas as incertezas terminariam. Mas enquanto esse dia não chega, Henny espera viva do mesmo jeito que deseja partir; com um copo de vodka e o cigarro nas mãos ouvindo os que honram a escrita de sua camiseta favorita.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eu só quero você aqui.

Eu tinha acabado de me despedir dele, não foi como eu queria mas de certa forma, do modo como eu esperava.
            Eu sai pela porta do apartamento dele, e andei rapidamente irritada por aquela longa, estreita e escura rua sobre a chuva que apertava a cada passo que eu dava.
            Não aguentava mais segurar, e comecei a chorar. As fortes gotas se confundiam com as mais inocentes lágrimas que saiam dos meus olhos e escorriam pelo meu rosto junto com a maquiagem que ainda havia nele.
            Não precisava de um guarda-chuva. A única coisa que eu levava comigo era a minha bolsa, que caiu deixando alguns papéis e agendas saírem dela ao chegar ao único poste que iluminava a rua. Sua luz falhava.
            Quando abaixei para pega-la, chorei mais do que à alguns largos passos atrás – se é que isso é possível-.
            Me sentei em cima das pernas dobradas e apoiei o rosto com as mãos. Eu já esperava por aquela reação, então porque me doía tanto aquele adeus?
            Uma mão apoiada de leve no meu ombro interrompiam todos os pensamentos que corriam pela minha cabeça. Virei o rosto.
            - Por favor, fique.
            - Eu não posso, você sabe disso. Porque você dificulta mais ainda?
            - Eu não dificulto, eu só quero você aqui.
            A chuva ficava mais forte a cada palavra pronunciada.
            O vento que a acompanhava fez com que meu cabelo voasse para frente dos meus olhos.
            Ele os tirou do meu rosto para que conseguisse ver o dele.
            Assim que meus olhos se encontraram nos seus, sua boca achou a minha.
            Hipnotizante. Dentre as mil palavras que percorriam em minha mente, essa foi a mais adequada para usar.
            Não sei se foi certo ou errado. Mas sei que precisava daquilo antes de partir.
            Talvez fosse errado aquele beijo, naquela hora. Ele me fez querer ficar quando eu mais precisei partir.
            Não me arrependo quando o beijei naquela rua a noite na chuva de baixo de um poste com a luz falhando.
            Eu não deveria ter ido. Não que fosse coisa do destino, porque também não acredito nele, no fundo acho que só é mais uma desculpa.
            Prefiro dizer que fui levada pela emoção. Não me arrependo do que escolhi. Tudo acontece por uma razão. A minha? Se não fosse isso, por que razão eu estaria escrevendo a noite em uma longa e larga rua debaixo de um poste com a luz falhando?


                  

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Para sempre.


- Eu sei o que eu disse.
- E eu sei o que eu ouvi.
- Então por quê esta brigando comigo?
- Porque você disse que seria para sempre.
- É eu sei, tem algo de errado? Algum problema?
- Sim, você usou o para sempre.
- Não concorda?
- Não!
- Por que?
- Porque isso não existe! Sempre acaba.
- Então você quer que eu diga o que? Que isso também vai acabar?
- Não, claro que não!
- Então o que?
- Só diga que estara comigo quando eu precisar, diga que estará comigo em cada momento da minha vida...
- Bom, eu sei, sempre estive... Mas, ainda não entendi, o que há de errado com Sempre?
- Já me disseram isso antes.
- E o que aconteceu?
- Eu estou aqui.
- Bom, mas, é diferente.
- Em que?
- Eu te amo, e sempre amarei.
- Ela também dizia isso.
- Mas eu não sou ela! EU sou diferente.
- Como posso ter certeza que será para sempre?
- Porque EU estou aqui, eu estou te dizendo isso sem nenhuma certeza do que estou falando...
- Como-Como você pôde dizer isso aqui na minha frente?
- Eu falo sem nenhuma certeza, mas sinto com muitas razões.
- Como, como assim?
- Tenho razões para sentir isso.
- Quais razões?
- Toda vez que eu te vejo meu coração dispara para fora de mim, basta apenas um sorriso seu para me fazer sorrir. Quando te vejo chorar meu coração dói e sinto suas lágrimas escorrerem pelo meu rosto e por me perder toda vez que olho em seus olhos. É por isso que eu sinto que será para sempre.
- E como você sabe que isso não vai acabar um dia?
- Porque tem sido assim fazem 15 anos não é?
- Mas e se você encontrar outro alguém?
- Você não ouve o que diz?
- Eu sei o que digo
- E eu o que ouço. Não pense no amanhã, apenas agora nesse momento. Agora pense nesses momentos todos os dias. Esse é meu ideal de sempre
- Não use essa palavra de novo
- Por que não?
- Por que já a usou demais.
- E o que importa?
- Vai perder a graça quando eu disser.

Pirulitos se tornam cigarros,





 Inocentes viram vadias. Dever de casa vai pro lixo. Celulares conectados no twitter durante a aula. Detenção se transforma em suspensão. Refrigerante se torna vodka. Bicicletas viram carros. Beijos viram sexo. Vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? De quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? De quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? Aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? De quando seu pior inimigo era seu irmão? De quando war era só um jogo de cartas? De quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? De quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? De quando usar uma saia não te transformava numa vadia? A maior dor que você sentia era quando ralava os joelhos e os “adeus” duravam até só o amanhecer de outro dia. E nós não podiamos esperar por crescer?

                                             autor desconhecido

28.05.09


Você sabe o que é se sentir em outro mundo? O que é não sentir seus pés e continuar pulando? O que é não aguentar mais ficar em pé durante horas na fila? O que é não ter mais voz e mesmo assim querer gritar mais alto que todos? O que é chorar tanto de felicidade que seus olhos chegam a doer? 
Você conhece a sensação de liberdade? E a sensação do seu coração quebrar em pedaços quando eles dizem adeus? 
Acredite ou não, é a melhor de todas. Eu faria tudo outra vez, e mais uma vez.
Eu pude sentir tudo isso de uma vez só. Eu juro que nunca encontrei sensação melhor do que todas essas juntas. 
Metade de um sonho realizado e vocês foram os responsáveis por isso. 
 Obrigada. É a única coisa que eu consigo dizer. Eu amo vocês, mais do que vocês podem imaginar. 
1 ano e 4 meses e 19 dias, @dougiemcfly @tommcfly @dannymcfly @mcflyharry.  - McFly 

domingo, 17 de outubro de 2010

Don't worry.


Não se preocupe, um dia a máscara cai. E nesse dia você vai perceber que nunca precisou dela. E que ela era só um jeito de se esconder de quem você realmente é e nunca pôde ser.

domingo, 3 de outubro de 2010

01.Seu melhor amigo

A,
Eu me lembro muito bem do que pensei quando te vi pela primeira vez no fundo do cinema no shopping. “Olha, que menino fofo.”
Você se tornou menos suportável quando começou a implicar comigo por causa do meu nome enquanto trocava seu boné. Não acreditava e ainda me zuava. O menino sem apelido precisava de um – que você odiou -, mas o que eu não faço pra te irritar?
O final daquele dia já tinha chego, você tinha ido embora e nem tínhamos nos falado muito. Não se passava de mais um conhecido. Chegando na casa da L te adicionei no msn, e foi daí que começou tudo amigo que me amava bem lá no fundinho. Conversas, muitas, inúmeras, diversas conversas e você ja tinha se tornado algo bem maior do que um conhecido.
A semana se passou e já íamos nos ver de novo. Agora como amigos. Ah, aquela festa foi tão boa. Você ainda tinha alguns apelidinhos para mim, que confesso não ter gostado muito já que todas tinham o mesmo.
Passada a festa continuamos conversando e conversando, era quase impossível parar – exagerei, ou não. enfim – Com muitas conversas você passou a ser ‘um dos melhores’ e depois?
O melhor.
Nesse tempo eu realmente dividi minhas alegrias, raivas e tristezas com você e você o mesmo. Os segredos, os medos, tudo. Bem difícil e ruim ficar mais de dois dias sem falar com você, é insuportável ficar sem falar com você. A saudades é gigante e me dá um aperto no coração quando falam do próprio melhor amigo. Alguns estúpidos quilômetros nos separam quando a gente mais precisa um do outro.
Mas mesmo com tudo isso, e com mais suas amiguinhas ciumentas não gostando muito de mim você é o
melhor amigo, o meu melhor amigo. É, um até dois meses sem te ver, acredite, dói. Você sabe que por baixo de todos os xingos eu te amo e não é pouco.
É, você tem ciumes, faz birra, é mimado e
ainda não acredita no meu nome.
Agradeço por ter você comigo, e você sabe que eu estou aqui para absolutamente tudo o que você precisar. Tudo
.







Eu te amo não é o suficiente, nunca será.

sábado, 2 de outubro de 2010

Little stupid things

1- Onde está seu celular? Na minha cômoda sem bateria
2- E o namorado? -
3- Cor do cabelo? Preto
4- O que mais gosta de fazer? Comer, dormir, escrever, assistir série, e pc.
5- O que você sonhou na noite passada? Não lembro
6- Onde você está? No meu quarto
7- Onde você gostaria de estar agora? Em são paulo, starbucks
8- Onde você gostaria de estar em seis anos? Inglaterra
9- Onde você estava há seis anos? Em são paulo acordando cedo e indo para a escola
10- Onde você estava na noite passada? Na rua, rs.
11- O que você não é? Organizada.
12- O que você é? Sensível, irritada e ciumenta.
13- Objeto do desejo? Câmera
14- O que vai comprar hoje? Algum lanche no Mc
15- Qual sua última compra? Uma esfiha, ontem
16- A última coisa que você fez? Almocei
17- O que você está usando? Pijama. Calça cinza e blusa branca
18- Seu humor? Irritada e emocional
19- Com saudades de alguém? Larissa, Antonio.
20- Perfume que está usando? Nenhum
21- Última coisa que comeu? Strogonoff
22- Fome de quê? McDonald's
23- Preguiça de… ? Ir tomar banho
24- Próxima coisa que pretende comprar? Um salto preto lindo da renner
25- Quando foi a última vez que deu uma gargalhada? Ontem na rua.
26- Quando chorou pela última vez? Ontem a noite em casa


  fonte: depois dos quinze, recomendado.