sábado, 15 de fevereiro de 2014

Nós em nós.

E quando as coisas estavam se ajeitando, de todos os jeitos, você volta.
Volta sem aviso prévio e me pega despreparada. E você mexe comigo e me bagunça de novo por inteira, justo quando eu tinha acabado de deixar tudo em ordem. E mesmo de supetão, não houve jeito de recusar, recuar. Quando me dei conta, sua boca já estava na minha. Suas mãos nas minhas. Você em mim.
E eu tentei, dentro da última caixa, do último depósito da última porta eu juro que tentei dizer não pra você, pra nós. Mas era difícil raciocinar alguma coisa com suas mãos por debaixo do meu vestido e deixando marcas em meu pescoço. Você soltou a combinações de palavras que foram tão necessárias e ao mesmo tempo tão perigosas. Tivemos belos 20 minutos ali.
20 minutos que não se transformariam em 20 horas, nem 20 dias e muito menos 20 semanas. Únicos e marcantes. Marcantes pela sua mão em mim, pelo seus beijos repentinos e pela sua necessidade de me ter por perto. Você nunca foi assim e não continuaria sendo. Ao amanhecer, os 20 minutos da madrugada iriam se transformar em pó e fugir junto com o vento.
As palavras gritam a noite em forma de silêncio. Silêncio dentro de mim. Dentro desse buraco que somos nós. Não havia como prever quantas vezes multiplicaríamos os 20 minutos e nem quantas horas extras teríamos. Mais uma vez, um dia após o outro é como arrumaríamos tudo. Acho que minha sanidade gritava para decidirmos no joken pô ou no par ou ímpar para que voltasse a viver por mim.
Medo de ter olhares piedosos em cima de mim ou comentários maldosos com meu nome no meio. Eu, mais uma vez, pagava pela bagunça que você causou e não se deu o trabalho de botar no lugar. Assim como a minha vó, não tenho paciência pra zona por muito tempo. Ela atura 2 dias, eu aturo há 24 semanas. Já criei coragem e a perdi logo depois. Já digitei duas mil palavras e ainda não enviei. Já cansei de esperar você me querer. Ta na hora de eu me querer, mas você sussurra no meu ouvido e lá no fundo eu sei que você só me quer pela metade. E é tão difícil me largar de você pela quinta vez... Você pensa que me tem a hora que quiser, e está certo. É tão difícil dizer não pra você, pra nós. Talvez "nós" esteja na hora de se concretizar como "eu e você". Porque não aguento mais tantos nós em nós.

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