Ele sorriu e nos deitamos um ao lado do outro, ofegantes. Ficamos ali fitando o teto do quarto por quase dez minutos antes dele se levantar e perguntar se eu também iria querer chá. Concordei. Tive mais uns cinco minutos para ficar deitada na cama enquanto a água aquecia. Tateei por meio dos lençóis até encontrar alguma peça de roupa perdida por lá e encontrei a blusa dele. Indaguei aonde estaria a minha e acabei por me lembrar que esta estava em algum lugar da sala. Levantei e lavei o rosto rapidamente para tirar o resto de suor que residia em mim.
Abri um pouco as cortinas para aproveitar o céu de fim de tarde que tanto gosto e depois me sentei na cama esperando ele voltar com meu chá. Ouvi seus passos em direção ao quarto e então o vi parado na frente da porta. Sua box preta tinha certa harmonia com sua pele morena e em suas mãos haviam duas xícaras e em sua boca, um cigarro.
Ele se sentou ao meu lado e me entregou o chá. Tirou o cigarro da boca, deu um gole no seu e o apoiou sobre o criado-mudo. Deu um beijo no meu rosto e suspirou. Olhei para ele analisando seu rosto ao fumar e sorri.
O observei enquanto soltava fumaça e falhava ao tentar fazer bolas com ela. Ele virou pra mim e rio ao soprar o resto dela no meu rosto. Tossi e tentei espantar a fumaça com a mão. Dei um chute de leve em sua perna para retrucar e ele a segurou, deixando-a repousar em cima da sua.
- Posso? - estendi a mão para pegar o cigarro
- Posso? - estendi a mão para pegar o cigarro
- Não sabia que você fumava. - ele tragou uma última vez antes de passar pra mim
- Eu não fumo. Apenas gosto de brincar com a fumaça quando estou entediada.
- Ah, e você está? Posso resolver isso agora se você quiser. - ele fingiu que vinha para cima de mim
- Não, estava apenas explicando... Fiquei com vontade agora. - ri - Por quê você fuma?
- Ah, e você está? Posso resolver isso agora se você quiser. - ele fingiu que vinha para cima de mim
- Não, estava apenas explicando... Fiquei com vontade agora. - ri - Por quê você fuma?
- No começo era por graça, mas agora acho que já virou costume.
Traguei.
Traguei.
Senti sua mão percorrer a minha perna de baixo pra cima e vice-versa. Ele alternava entre a ponta dos dedos e a palma da mão. Desenhava círculos e curvas imagináveis nela e às vezes subia até a coxa só para ver a pele arrepiar.
Fiquei observando-o quando levantou da cama para pegar outra blusa já que eu usava a dele e pude analisar os músculos de suas costas se mexendo. Mordi o lábio. Ele se jogou na cama um pouco abaixo e puxou uma de minhas pernas para o meio das dele. Se ajeitou e ficou olhando para mim e para a fumaça que saia da minha boca.
- Que foi?
Fiquei observando-o quando levantou da cama para pegar outra blusa já que eu usava a dele e pude analisar os músculos de suas costas se mexendo. Mordi o lábio. Ele se jogou na cama um pouco abaixo e puxou uma de minhas pernas para o meio das dele. Se ajeitou e ficou olhando para mim e para a fumaça que saia da minha boca.
- Que foi?
- Gostei de te ver fumar. Você fica concentrada.
- Obrigada, eu acho. - houve uma pausa. Acho que descobri porquê gosta tanto de cigarros.
- Obrigada, eu acho. - houve uma pausa. Acho que descobri porquê gosta tanto de cigarros.
- Ah é? Por que?
- Porque é confortante. Dá sensação de alívio por alguns segundos. Alívio de toda essa bagunça em que vivemos. Ou paz, sensação de paz em meio a tanto barulho e cada um consegue isso de um jeito. O seu é fumando.
Ele ficou em silêncio.
- Por quê fumei agora? Estou em paz. Estou contigo após transarmos deitado numa cama e não vejo bagunça e barulho em lugar nenhum.
- Como não? Está bem na sua frente.
- Aonde?
- Aqui. - amassei o cigarro num prato ao lado - A bagunça sou eu.

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