sábado, 23 de abril de 2011

I'm not a fuckin' cheater bitch.


Ela estava cansada. Cansada de só conseguir escrever sobre amor. Ela tentava escrever sobre outra coisa, mas não conseguia, sempre iria cair na monotomia de todos aqueles diálogos como de costume.
Ela estava determinada a escrever sobre outra coisa, qualquer coisa. Ela já havia conseguido fazer isso antes, com uns 5 textos ou mais, e porque agora ela tinha esse bloqueio? Nem ela mesmo sabia.
Tentava começar com algo simples, um diálogo, por exemplo. As palavras lhe fugiam junto com sua concentração e no fim ela nem se lembrava do começo. Isso estava acontecendo fazia um bom tempo, mas só percebera agora na mesmice que andava escrevendo. Começava a ficar irritada e desistia de escrever. O que deixou de fazer por durante um mês ou mais, mas isso não importava. Ela precisava tentar pensar em outra coisa leve e que poderia deixar sua mente fluir sem se preocupar muito. Argh, como era difícil. 

Mas ela se determinou. Não largaria aquele computador até escrever, não era de grande importância se ficaria uma madrugada inteira. 
Se ajeitou uma, duas, três vezes no sofá; carregando uma xícara de chá para poder acalmá-la e aquecê-la já que o dia estava perfeitamente nublado e com o vento gélido. Primeiro começou a ler textos, ver imagens, ouvir músicas, mas sua inspiração parecia fluir para longe dela. 
Levantou e foi olhar a rua, andou pela casa vazia e subiu. Já que não tinha jeito, ela se trocou e simplesmente saiu. Com o fone de ouvido ela foi andando pela cidade na esperança de que algo a animasse para escrever. Uma hora depois ela bufava no sofá, de novo. Já estava anoitecendo e nem uma palavra ela havia digitado, o que acontecia com ela? Nunca fora tão difícil escrever, sobre outra coisa.
Acordou desesperada, percebeu que tinha acabado tirado um cochilo no sofá. Esfregando a mão geladas nos olhos sem maquiagem alguma viu o relógio marcar 05:05. A menina quase se atirou no chão, estava prestes a desistir de escrever. Levantou do sofá e segurou o celular com força.
Sentou-se nele novamente e abriu o computador que estava jogado num canto. 



- Você precisa aprender que nada, nunca vai ser do jeito que você quer.
- Eu posso fazer serem.
- Então me prove.
- Eu estou provando.
- Não entendi.
Seus olhos rodaram num ar de deboche da "amiga" e uma risada irônica saiu de sua boca.
- Não vou nem tentar explicar.
- Não quero saber da sua ignorância, obrigada.

- Antes de falar desse jeito comigo, deveria olhar para você.

- Não que eu seja muito diferente do que você não é?
- Sorry, but im not a fuckin' cheater bitch (nunca iria ficar boa no português, desculpa). 

- Mas você chega perto.
- Nem aos seus pés, querida.

Two Thousand Posts.

e eu deixo a foto desse gato para vocês:

Movies make me feel so much better.

Por causa do texto "So, what's your favorite scary movie?" eu resolvi fazer uma crítica desse tipo com os filmes que eu assistir, não todos, mas principalmente com os de terror e outros a parte. Todos os textos ficaram nessa página. 

So, what's your favorite scary movie?


Hoje fui no cinema ver Scre4m (Pânico 4) porque alguns dias atrás eu pesquisei sobre filmes de terror, e esse era um muito comentado e positivamente, e como odeio falar mal, principalmente de filme de terror antes de assistir, fui resolver isso. 
A "sinopse" abaixo é de minha autoria, portanto, créditos se usar. 


Scre4m, é -espero que- o último filme depois da trilogia, dirigido por Wen Craven, o mesmo diretor dos outros três. 
Ele conta com um elenco, na minha opinião, forte e muito bom com:
Neve Campbell, Courteney Cox, David Arquette, Emma Roberts, Hayden Panettiere, Rory Culkin, Nico Tortorella, Adam Brody, Marley Shelton, Alison Brie,Anthony Anderson. 


A única coisa, é que Courteney e David se separaram e tiveram que continuar como um casal no filme. Não sei como anda a relação dos dois depois da separação, mas sempre é estranho, pelo menos para mim, enfim. 
O filme conta a história de Jil Roberts (Emma Roberts) que é sobrinha da famosa escritora Sidney Prescott (Neve Campbell) que volta a cidade para divulgar seu último livro, depois dos outros 7 de Stab (facada) como um término de tudo o que a autora já vivenciou. 
Mas Sidney não é a única coisa que volta para cidade, as mortes começam, com duas adolescentes do colégio em que sua sobrinha estuda. 
Preocupado, o xerife Dewey Riley (David Arquette) pede que Sidney fique na cidade até 
que ela deixe de ser "suspeita". No desenrolar do filme, você ri -sim, você ri. - e pisca um pouco mais forte pelo susto inesperado.
No final, que pra mim foi imprevisível, - o que não aconteceu no resto do filme devido a minha mania de assistir muitos filmes de terror-, me surpreendi, não exatamente o final. Porque a última cena foi para gostos, sim, depende do seu gosto para o final. Não achei a melhor coisa, mas foi interessante.
Scre4m, no geral, envolve o suspense e te faz soltar algumas risadas, te deixa intrigado, te deixa irritado e te surpreende. Atuação boa, cenário bom, dublagem razoável e trilha sonora agradável. 
Te recomendaria o filme se você quiser passar a tarde, num domingo sem algo muito mais útil para se fazer. Não digo que ele é ruim, mas não chego a dizer que é realmente bom. É algo acima de razoável. Sentei na cadeira com uma certa esperança da qualidade do filme, não me decepcionei mas também não foi tudo o que falavam. 
Uma das partes que eu mais gostei:


"The Voice: I hear you like horror movies, Kirby. But do you like them as much as him? Forget watching Stab, instead you get to live it. 
Kirby Reed: No. No, no, no, no. He's the expert. It's not me. 
The Voice: Warm up question: Jason's weapon? 
Kirby Reed: Uh,it's a machete. 
The Voice: There. You see? You do know the genre. Michael Myers? 
Kirby Reed: Uh, butcher knife. 
The Voice: Leatherface? 
Kirby Reed: [crying] Chainsaw! Please! 
The Voice: Just ask Sidney if you need some help. Freddy Krueger? 
Kirby Reed: Razor-hands. 
The Voice: Name the movie that started the slasher craze: Halloween, Texas Chainsaw Massacre, Last House on the Left or Psycho? 
Kirby Reed: Psycho. 
The Voice: None of the above! Peeping Tom, 1960, directed by Michael Powell. First movie to ever put the audience in the killer's POV. 
Kirby Reed: Wait. No, no, no. Please, just ask me one more question. Just one more. 
The Voice: Alright, Kirby, then it's time for your last chance. Name the remake of the groundbreaking horror movie in which the vill... 
Kirby Reed: Halloween, uh, Texas Chainsaw, Dawn of the Dead, The Hills Have Eyes, Amityville Horror, uh, Last House on the Left, Friday the 13th, A Nightmare On Elm Street, My Bloody Valentine, When A Stranger Calls, Prom Night, Black Christmas, House of Wax, Piranha. It's one of those, right? Right?"



"You forgot the first rule of remakes. Dont fuck with the original." - Sidney Precott



Não podia deixar de colocar esse, go courteney:



"New Decade. New Rules."
so, "What's your favorite scary movie?"

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lucky and destiny are not enought for me.

Inocentemente começamos a planejar, um assunto surgiu do outro que veio de outro e de mais um até que chegamos ao atual.
Começamos sem foco, sem um objetivo, mas acabamos criando um e seguindo-o até aquela parte que denominamos como um “meio-fim” porque a história, ou os planos, chame como quiser, não tinham acabado por ali, apenas a deixamos continuar sem sabermos como.
E então, começamos a falar, planejar e obviamente, sonhar. Eram planos futuros, para daqui uns seis anos talvez, mas isso sequer importava... Ríamos, detalhávamos e arrumávamos a história do nosso jeito, porque era a nossa história.

“É difícil só sonhar, não é?”
“Mas essa é a graça dos sonhos, por mais que eles sejam inalcançáveis, temos algo para seguir.”

Essa foi uma das outras quatro ou cinco respostas que eu dei, porque se tem uma coisa que eu luto até o fim, são meus sonhos. Não desisto. Posso não conseguir, mas eu orgulhosamente posso afirmar que tentei.
“Agora, só nos falta a sorte.”
“Sorte é apenas uma estúpida desculpa para deixar as coisas acontecerem e não fazê-las acontecer. Essa frase na verdade, é de Gossip Girl, mas acho que se encaixou aqui.”

As pessoas as vezes não gostam de vir com lições de vida para cima de mim, ou apenas perto de mim. Porque todas que já aconteceram isso, eu já lhe dei uma resposta, e eles nem sequer negaram que estava errada. Eu não gosto de frases prontas ou medíocres metáforas sobre tentar entender a vida e os conceitos num tipo de generalização de todos. Nunca me encaixei mesmo nesse tipo de argumento; sou a maioria da exceção das coisas que julgam ser regras. Não que eu seja uma criança tola e ignorante que não sabe guardar a própria opinião sobre as coisas, mas é só que eu me acostumei a falar sobre as coisas que não me agradam, não todas, apenas as mais comuns.

“- Cada um tem o que merece.”
“- Cada um tem o que quer ter. Merecer é questão de aceitar o que ganha, ou não.”

Não desacredito em destino ou sorte, eu só prefiro descartar essa opção na minha vida e fazer as coisas por querer e não por saber que vai acontecer. Deixando minhas decisões baseadas em sorte ou destino é como se eu estivesse  permitindo que algo que, eu ao menos sei que é real tomar decisões por mim.
 

People think that u dont have a heart, but in fact, he's made of ice.


"To cold for you to keep her.
To hot for you to leave her."

sexta-feira, 15 de abril de 2011

I'm a fool too.


"or am i a fool, who sits alone talking to the moon?" 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Not again and never more.


(esse será um post um tanto diferente, sem inspiração para escrever algo bonito -ou que pelo menos chegue perto disso- decidi escrever apenas por escrever.)
(este será um post grande.)

Acabei de ver que a útlima vez que escrevi foi há muito tempo e eu não gosto disso, é como se nada tivesse acontecido -o que é mentira- ou como se eu apenas tivesse deixado de lado algo que me faz tão bem. Chega a ser estranho em como eu me acostumei com a idéia de ficar sem escrever. Me acostumei igual a todo o resto. Esses dias passados tive uma dor nas costas horrível mesmo e ela não passava e o que eu fiz foi me acostumar com ela, não que ela doesse menos ou parasse eu apenas parei de me importar com ela, a deixe de lado, me acostumei. 
Mas é que é mais fácil assim, se acostumar com as coisas. Elas não doem menos, mas não chegam a alcançar tão fundo como quando você se importa. 
Esses dias, lembranças tem vindo até mim com uma certa intensidade. Elas não são exatamente boas, mas são agradáveis apenas por terem sido boas um dia. E elas mexeram comigo de um modo que eu não entendi, por pensar que tinham passado. Era quase irreconhecivel esses sentimentos, não eram totalmente estranhos mas foram de início. "Como?" - eu me perguntei quando isso cutucou lá no fundo. Como diabos eu ainda sou capaz de sentir isso. (essa frase fica melhor em inglês "How the hell im still able to feel that?"). Eu não esqueci? Eu esqueci, eu sei disso. Mas como eu ainda sinto sendo que esqueci? Uma lembrança passageira talvez, tá, nem tanto porque estou percorrendo a semana toda com ela no peito. O que é? Eu não sei e eu não me importo, de modo algum. Eu posso estar me acomodando com a idéia de não me importar? Claro, porque não. Mas nunca, de modo algum, jamais eu irei admitir que ainda me importo, nunca. Eu já não creio que escrevo sobre você quanto mais me importar com algum pequeno fato citando seu nome. 

Ando sorrindo esses tempos, sem motivos e com vontade. Mas é difícil mantê-lo firme por muito tempo. Não por mim, também é claro, mas o problema é que eu me preocupo muito com as pessoas, até demais se pensar bem. Sim, você mesmo que esta lendo. Só que é difícil porque eu tenho medo de abrir feridas que já estão prestes a cicatrizar ou apenas se escondendo atrás de outras, não é fácil de qualquer jeito. Mas saiba, que não importa o horário, eu sempre estarei aqui para te ouvir por mais que não tenha nada para falarb.
Como sempre, eu escondo as minhas dores atrás da felicidade dos outros e esqueço-as, fazendo elas ficarem maiores toda vez que são abertas.
Outro dia acabei acabei tendo uma daquelas brigas de falo-tudo-mesmo com a minha vó e meu deus, certas coisas me machucaram tanto. Não por ela falar, mas por eu ter que responder lembrando delas. Ela não sabe meu ponto fraco então não se limita ao usá-lo. Não posso culpá-la, sempre fui orgulhosa demais para contar. Depois de quase dois anos das pessoas me chamam de revoltada, dramática e depressiva eu decidi que não lhes daria mais motivos para me chamarem assim, o que aconteceu. Se naquela época era difícil eu me abrir, imagine agora, é quase impossível. Isso fez com que eles pensassem que eu era forte o bastante para aguentar qualquer coisa que viesse pela frente e eu nunca mais passei-lhes uma imagem errada sobre tal pensamento; O que fez eles esquecerem que eu ainda tenho sentimentos e por debaixo de todo o meu sorriso eles não fazem nenhuma idéia do que escondo.
Não que eu queira pessoas em volta de mim por causa disso, aliás, não reclamo das pessoas pensarem assim. Eu realmente prefiro que elas me deixem em paz com meus problemas e se preocupem com o delas. Posso parecer fria, sem coração, ou qualquer outro nome que queira dar. Mas prefiro que as pessoas tentem se igualar a mim do que me usar como exemplo do que estão sendo.
E eu não serei fraca novamente.