Pai,
Toda vez que eu leio e releio aquelas cartas, a cada linha me faltam lágrimas. Você não imagina o quanto eu sinto sua falta. Já faz algum tempo que eu não tenho notícias suas, oito anos para ser mais exata.
E fazem oito anos que eu durmo com o coração apertado. Quando eu era pequena, não te dava o tal valor necessário, mas você sabe, eu era apenas uma criança. Bom, eu espero que você saiba disso. Porque senão, eu nunca irei me perdoar.
Não consigo pensar, falar ou escrever sobre isso sem sentir uma dor no peito e lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Sim, eu me culpo até hoje por te tratar daquela maneira e talvez te fazer pensar que eu não te amava. Pois pelo contrário, talvez ninguém no mundo te ame mais do que eu.
O que eu não daria para poder sair correndo e te abraçar, ouvir sua voz e dizer o quanto eu senti sua falta todo esse tempo? Só para poder te mostrar que apesar dos anos, da distância e de tudo mais eu nunca o esqueci.
Não sabe como eu fico ao ouvir falar de você. E tomara que nunca saiba, porque machuca, e machuca demais.
Porque além de tudo isso, você ainda é e sempre vai ser meu pai.
Depois de todas as suas cartas, eu fielmente espero que um dia você possa ler essa.
Eu te amo além dos mares e dos céus, eu te amo.
Com carinho, su hija.

Nenhum comentário:
Postar um comentário