segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Mais uma vez.
Foi com essa chuva que eu acordei aquela tarde de terça-feira. Tentando encontrar um jeito confortável de ficar no sofá da sala.
Eram quase quatro quando senti um vento gélido que me fez estremecer. Com os olhos um pouco abertos tentei me sentar, mas o máximo que consegui foi erguer a cabeça para olhar ao redor. E foi ai que vi a chuva lá fora pela janela. E logo me veio a cabeça aquele dia, quando tudo aconteceu. Tentei me concentrar em levantar de lá e buscar algo para me cobrir, mas sem sucesso voltei a lembrar daquele dia. Era uma tarde parecida com aquela. Estávamos sentados na sala da casa dele, apenas conversando sobre qualquer coisa para tentar nos ocupar. Olhei para janela e lembro de reclamar: “Como eu vou pra casa agora? Terei que esperar essa chuva passar.”
Conversando por mais algum tempo reclamei novamente do vento que me arrepiou. Ele me puxou para perto dele, com objetivo de me esquentar. Ou apenas me fazer ficar quieta. Um silêncio tomou conta da sala seguido de um suspiro. Me soltei dele para arrumar a blusa quando ele fingiu tossir para chamar minha atenção. Olhei para ele rindo e continuei a arrumá-la. Ia abraça-lo de novo, mas não consegui. Ele segurou nas minhas mãos, e olhou nos meus olhos sem dizer absolutamente nada, porque não era preciso. Ele chegou cada vez mais perto sem desviar o olhar do meu. Senti seus lábios encostando nos meus ao mesmo tempo que as minhas mãos encostavam em seu rosto. Olhei para ele e sorri, ele retribuiu o sorriso me puxando para perto me abraçando novamente. O silêncio durou mais dessa vez. Não precisávamos de palavras.
Minha lembrança foi interrompida pelo galho da árvore que bateu contra a janela com força, abrindo-a. Me levantei rapidamente para fechá-la antes que a chuva molhasse tudo. Depois de fechar, me encostei na parede. “Porque será que é tão difícil te esquecer? Porque tudo que eu faço, me lembra você?” foram essas e mais inúmeras perguntas que passavam pela minha cabeça, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto pálido. Mais uma vez.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Não é apenas outro sonho.
Ontem a noite, sonhei que podia qualquer coisa, por saber que estava sonhando. A sensacao de poder fazer tudo, ser qualquer coisa, a sensacao de liberdade, foi inesplicavel.
Sentir que voce pode subir no alto de uma montanha, sem ter o medo de cair. Poder sentir qualquer coisa sem medo de sofrer. Poder voar, para bem longe, para onde eu quisesse. Nada se comparava com aquilo. Nada. Me lembro de estar em um parque, rodeada de flores, num dia quente de verao com pessoas envolta. A felicidade estava em seus rostos. Eu estava em pe, olhando tudo aquilo. Coracao leve, nada em mente e um verdadeiro sorriso de felicidade. Nao queria sair de la, era perfeito. Aquilo tinha se tornado meu refugio.
Mas aquelas imagens foram sumindo aos poucos, nao sentia mais o mesmo. Tudo se apagou.
Quando consegui enxergar novamente, eu estava deitada em minha cama com um sorriso enorme. Acordei lembrando de cada detalhe daquele sonho, e como foi bom, a sensacaode poder tudo. Fiquei por mais alguns minutos deitada na minha cama pensando sobre aquilo. Talvez esse sonho, nao seja, apenas um sonho. Quem sabe, se daqui algum tempo, eu nao sinta essa sensacao... De olhos abertos.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dona dos meus sorrisos.
Era uma sexta-feira, e ela tinha acabado de recusar o convite da melhor amiga para saírem. Ela estava muito mal para qualquer coisa aquela noite. Sentada na cama, ela agarrava seu travesseiro que ali era sua única companhia. Ele foi ficando cada vez mais molhado pelas lágrimas.
Limpou-as com as mãos, borrando qualquer maquiagem que ainda estivesse em seu rosto e respirou fundo para conseguir se acalmar.
“Chega! Chega de chorar...” – foram as palavras que saíram de sua boca avermelhada.
Ela mal terminava a sua tentativa de se acalmar, enquanto foi interrompida por mais lágrimas que ela não conseguia segurar. Mais uma vez abraçou seu travesseiro, pensando no último abraço dele. Minutos se passaram e ela ainda o apertava sobre seu rosto.
Ela levantou a cabeça e olhou para aquele que abraçava a noite toda e o viu todo molhado. “De novo?” ela pensou. Respirou, e dessa vez se segurou para não chorar. Se levantou da cama e foi direto ao banheiro. Prendeu seu cabelo, abriu a torneira e deixou que a água gelada limpasse as lágrimas que ela tinha prometido nunca mais deixar cair.
Limpou o rosto com a toalha que estava ao lado da pia e o ergueu. Ela decepcionou-se ao vê-lo todo vermelho, que a fazia lembrar como tinha sido da última vez. Nada tirava a sensação de arrependimento por sofrer tanto por tão pouco. Enquanto voltava para seu refúgio daquela sexta, imagens vinham em sua cabeça, e tomavam conta de seu pensamento. Lembranças do primeiro beijo e das palavras ditas após ele. De poder sorrir ao vê-lo estendendo seus braços para abraçá-la e poder sentir seus dedos entre seus cabelos. Ela tentou bloquear aquelas lembranças, mas seu esforço foi em vão.
Pensou em pegar o celular, mas se lembrou das mensagens que estavam nele. Então ligou o rádio e apagou a luz, com objetivo de esquecer que tudo aquilo se repetia.
Aos poucos a música foi tomando conta de seus ouvidos, e ocupava o lugar daquilo que a deixava mal. Ela estava quase dormindo quando uma música começa a tocar mais alto do que a que estava no rádio. Ela se virou para ver de onde vinha aquele barulho. A única coisa que ela conseguiu ver foi a tela do seu celular brilhando em cima de sua cômoda. Por um momento ela hesitou em levantar-se para atender, mas logo se rendeu para a curiosidade.
Não precisou acender a luz, apenas deu alguns passos e esticou o braço pegando aquele que não parava de tocar. Ao olhar para a tela do objeto que a tirava seu sono, viu o seguinte aviso: “Nova mensagem de: Meu amor.” Só poderia ser brincadeira. Sentou-se novamente na cama embaixo das cobertas e fixou o olhar na tela do celular. Pensou bastante antes de abri-la. Ela não resistiu e apertou o botão olhando para o lado, com medo do que poderia estar escrito. Respirou fundo. E se virou.
“Meu amor, me desculpe. Não quis te magoar. Amanhã a gente se fala. E mais uma vez, me desculpe mesmo. Eu te amo e só você sabe o quanto. Boa noite dona dos meus sorrisos durma bem.”
Enquanto seus olhos passavam rapidamente por aquelas pequenas letras, um sorriso se abrira em seus lábios e se via o brilho daqueles que tinham tanto chorado.
Em seguida ela fechou o sorriso e o único brilho daquele quarto escuro era da tela do celular. Pensando em tudo o que tinha acontecido, ela não sabia se acreditava ou não naquilo que lia. Ela não sabia se tudo aquilo eram apenas promessas fáceis. A dúvida tomou seu sono e a deixou por alguns instantes pensando. Apertou alguns botões e logo começou a ver suas fotos com ele. Seu olhar, seu jeito, tudo mudava ao lado dele. Um sorriso novamente se abriu em seu rosto, o seu coração bateu mais forte e a duvida passou quando ela agarrou o celular e deitou encolhendo-se entre as cobertas com o mesmo sorriso ainda no rosto. A tela do celular mostrava a foto do dia em que ele a pediu para ser somente sua, e vinha com a mensagem que ele mandou após aquele dia:
“Você me apareceu foi como um sonho, e hoje eu sei quem faz o meu mundo girar. Seu beijo, seu sorriso, seu encanto me deixou sem ar para respirar e eu só sei que o amor que eu sinto por você, não vou deixar morrer. Boa noite única dona dos meus sorrisos, durma bem.”
Deitada no seu travesseiro ela dormiu lembrando daquele dia, e de tudo que ele tinha dito a ela. Com confiança em suas palavras, ela permaneceu com o sorriso no rosto até o último minuto, por saber que ela ainda é a única razão dele sorrir.
Limpou-as com as mãos, borrando qualquer maquiagem que ainda estivesse em seu rosto e respirou fundo para conseguir se acalmar.
“Chega! Chega de chorar...” – foram as palavras que saíram de sua boca avermelhada.
Ela mal terminava a sua tentativa de se acalmar, enquanto foi interrompida por mais lágrimas que ela não conseguia segurar. Mais uma vez abraçou seu travesseiro, pensando no último abraço dele. Minutos se passaram e ela ainda o apertava sobre seu rosto.
Ela levantou a cabeça e olhou para aquele que abraçava a noite toda e o viu todo molhado. “De novo?” ela pensou. Respirou, e dessa vez se segurou para não chorar. Se levantou da cama e foi direto ao banheiro. Prendeu seu cabelo, abriu a torneira e deixou que a água gelada limpasse as lágrimas que ela tinha prometido nunca mais deixar cair.
Limpou o rosto com a toalha que estava ao lado da pia e o ergueu. Ela decepcionou-se ao vê-lo todo vermelho, que a fazia lembrar como tinha sido da última vez. Nada tirava a sensação de arrependimento por sofrer tanto por tão pouco. Enquanto voltava para seu refúgio daquela sexta, imagens vinham em sua cabeça, e tomavam conta de seu pensamento. Lembranças do primeiro beijo e das palavras ditas após ele. De poder sorrir ao vê-lo estendendo seus braços para abraçá-la e poder sentir seus dedos entre seus cabelos. Ela tentou bloquear aquelas lembranças, mas seu esforço foi em vão.
Pensou em pegar o celular, mas se lembrou das mensagens que estavam nele. Então ligou o rádio e apagou a luz, com objetivo de esquecer que tudo aquilo se repetia.
Aos poucos a música foi tomando conta de seus ouvidos, e ocupava o lugar daquilo que a deixava mal. Ela estava quase dormindo quando uma música começa a tocar mais alto do que a que estava no rádio. Ela se virou para ver de onde vinha aquele barulho. A única coisa que ela conseguiu ver foi a tela do seu celular brilhando em cima de sua cômoda. Por um momento ela hesitou em levantar-se para atender, mas logo se rendeu para a curiosidade.
Não precisou acender a luz, apenas deu alguns passos e esticou o braço pegando aquele que não parava de tocar. Ao olhar para a tela do objeto que a tirava seu sono, viu o seguinte aviso: “Nova mensagem de: Meu amor.” Só poderia ser brincadeira. Sentou-se novamente na cama embaixo das cobertas e fixou o olhar na tela do celular. Pensou bastante antes de abri-la. Ela não resistiu e apertou o botão olhando para o lado, com medo do que poderia estar escrito. Respirou fundo. E se virou.
“Meu amor, me desculpe. Não quis te magoar. Amanhã a gente se fala. E mais uma vez, me desculpe mesmo. Eu te amo e só você sabe o quanto. Boa noite dona dos meus sorrisos durma bem.”
Enquanto seus olhos passavam rapidamente por aquelas pequenas letras, um sorriso se abrira em seus lábios e se via o brilho daqueles que tinham tanto chorado.
Em seguida ela fechou o sorriso e o único brilho daquele quarto escuro era da tela do celular. Pensando em tudo o que tinha acontecido, ela não sabia se acreditava ou não naquilo que lia. Ela não sabia se tudo aquilo eram apenas promessas fáceis. A dúvida tomou seu sono e a deixou por alguns instantes pensando. Apertou alguns botões e logo começou a ver suas fotos com ele. Seu olhar, seu jeito, tudo mudava ao lado dele. Um sorriso novamente se abriu em seu rosto, o seu coração bateu mais forte e a duvida passou quando ela agarrou o celular e deitou encolhendo-se entre as cobertas com o mesmo sorriso ainda no rosto. A tela do celular mostrava a foto do dia em que ele a pediu para ser somente sua, e vinha com a mensagem que ele mandou após aquele dia:
“Você me apareceu foi como um sonho, e hoje eu sei quem faz o meu mundo girar. Seu beijo, seu sorriso, seu encanto me deixou sem ar para respirar e eu só sei que o amor que eu sinto por você, não vou deixar morrer. Boa noite única dona dos meus sorrisos, durma bem.”
Deitada no seu travesseiro ela dormiu lembrando daquele dia, e de tudo que ele tinha dito a ela. Com confiança em suas palavras, ela permaneceu com o sorriso no rosto até o último minuto, por saber que ela ainda é a única razão dele sorrir.
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